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Gestoras definem estratégias para atrair recursos dos fundos exclusivos
De olho em family offices, assets lançam novos produtos isentos de IR, como FIIs, Fi-Infras e fundos de Previdência
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A Sparta, asset com mais de R$ 8 bilhões de ativos sob gestão, tem conversas com family offices e gestores de patrimônio para o lançamento de novos fundos sob medida para o segmento. A Integral Investimentos vai lançar dois novos fundos: um FII e um de Previdência. Também a TG Core Asset está de olho em novos investidores para seus FIIs. Em comum, as estratégias das três gestoras são, em grande parte, movidas pela aposta na chegada de novos recursos – resultado da migração do dinheiro antes investido nos fundos exclusivos, que neste ano perderam atratividade com o fim da isenção do come-cotas.

“É natural que uma parte desses recursos deixe os fundos exclusivos e passe a haver demanda para fundos que trazem o benefício da isenção do imposto de renda, como fundos imobiliários, Fiagros e FI-Infras”, diz Ulisses Nehmi, CEO da Sparta

“A gente via bem menos apetite por esses tipos de estrutura até o início das discussões sobre a nova tributação porque, em geral, boa parte dos recursos de parceiros como family offices e gestores de patrimônio eram investidos em produtos exclusivos.” Com esse horizonte em vista, Nehmi conta que vem discutindo estratégias de investimentos para o lançamento de novos fundos de infraestrutura para esse segmento.

“Temos discutido diferentes opções de formatação de fundos, com e sem alavancagem, com e sem renda”, afirma ele, que espera grande movimentação de recursos até o fim de maio, quando os fundos exclusivos recolherão o primeiro come-cotas do ano.


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FIIs e Previdência

Conversas com family offices também estão em alta na Integral. “Conversamos com multifamily offices para entender o movimento do capital (com a mudança na tributação dos fundos exclusivos)”, afirma o CEO da asset, Vitor Bidetti. “E parte da construção de nosso novo fundo de CRIs tem relação com essa migração de recursos”, diz ele.

Com foco em imóveis residenciais de alto padrão, o novo fundo tem como meta a captação de R$ 200 milhões – grande parte originária de clientes dessas family offices.

É também de olho nos investidores interessados em isenção que a gestora está aumentando a atuação em previdência, com o lançamento de um fundo multiseguradoras, com maior foco em renda fixa.

A TG Core Asset segue a toada. “Temos um cliente que vai retirar metade dos recursos que tem num fundo exclusivo para comprar ativos de um portfólio de fundos imobiliários – entre eles, os nossos”, conta Diego Siqueira, CEO da gestora. 

“Imaginamos que outras pessoas também vão carregar parte de seu portfólio de investimentos para ativos isentos, como, por exemplo, fundos imobiliários e operações de CRI”, acrescenta ele.

A chegada desses novos recursos foi considerada pela gestora ao traçar a meta de captação de R$ 1,60 bilhão neste ano – aumento de 40% em comparação a 2023.

Planejamento sucessório

Nem todos, porém, apostam em transferência massiva de recursos dos fundos exclusivos. “É cedo para dizer que é uma tendência. Temos visto alguma migração para instrumentos com isenção de IR, mas não acho que vai ser uma coisa super-relevante, até porque os fundos são utilizados em questões relacionadas à governança e sucessão”, afirma Jan Gunna Karsten, CEO da multifamily office Brainvest.

“O fundo exclusivo tem a questão tributária como principal alicerce, mas existe uma questão sucessória importante também”, acrescenta Bruno Stuani, head comercial da Genial Gestão. “Conversando com clientes e parceiros, entendemos que alguns vão manter as estruturas de fundo exclusivo da maneira que está hoje, e pagar os impostos devidos, pela questão sucessória e facilidade operacional.”

No caso, a vantagem vem do fato de muitos investidores utilizarem os fundos para deixar quotas como herança aos beneficiários escolhidos. Há também a possibilidade de fazer a doação em vida, caso do fundo exclusivo, e ficar com o usufruto do patrimônio. “Isso evita longas brigas que costumam acontecer na transmissão de valores na sucessão”, diz ele.

Ainda assim, Stuani tem observado realocação de recursos dos fundos exclusivos. “Em relação à renda fixa, vimos migração para investimentos feitos diretamente na pessoa física para aproveitar do benefício tributário dos papéis incentivados, como debêntures”, diz. 

“Em relação à renda variável, vimos alguns clientes, com alguma representatividade nesta classe, migrarem as alocações para fundo de investimento em ação”, acrescenta. “E, por fim, os fundos de Previdência acabaram angariando parte das alocações de todas as classes: renda fixa, renda variável e multimercado”, diz ele.

Também os clientes da Azimut Wealth Management transferiram recursos. “A gente viu uma migração para ativos isentos de IR, como CRI, CRA e LCIs”, afirma seu CEO,  Wilson Barcellos. “Acredito que vai haver um aumento de investimentos em PGBLs e VGBLs.”

Mas pondera: “Cada cliente tem sua característica. Existem, por exemplo, aqueles que gostam de bolsa, e bolsa não tem isenção de imposto”, completa. “O investidor não pode se movimentar para um tipo de ativo exclusivamente por causa da isenção.”

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