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Executivos do Goldman Sachs e da CapSigma veem má governança e visão ‘curto prazista’ como entraves ao mercado
Para Emerson Leite, ex-Credit Suisse e hoje sócio da CapSigma, a má governança pode ser o principal motivo para a gestora deixar de comprar um ativo independentemente do preço
Da esquerda para a direita, Marcio Farid, vice-presidente do Goldman Sachs; o moderador Guilherme Setubal, Relações com Investidores da Dexco e membro do Conselho de Administração do IBRI, e Emerson Leite, sócio-fundador da CapSigma Investment Partners, no 25º encontro RI & Mercado de Capitais
Marcio Farid, VP do Goldman Sachs; Guilherme Setubal, RI da Dexco e membro do IBRI, e Emerson Leite, sócio-fundador da CapSigma Investment Partners

Diante de uma postura cada vez mais voltada às preocupações com aspectos sociais, ambientais e de governança, indicados pela sigla ESG, em todo o mundo, gestoras recentes como a CapSigma tem apostado em uma postura de análise minuciosa das companhias do lado buy side, mantendo um relacionamento ainda mais estreito com o Relação com Investidores (RIs) das empresas.

Para Emerson Leite, sócio-fundador da CapSigma Investment Partners, o peso da governança é alto na avaliação das companhias. O framework da gestora independente começa com a indústria, se é boa ou não, se querem estar nela, se possui um produto que realmente gera valor para sociedade, posteriormente olhando o crescimento, os atributos do negócio, balanço, perfil de retorno sobre capital, governança e, por último, o preço e valuation para tomar a decisão de compra.


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“Geralmente, desses fatores, governança é o que, talvez, leve a não investir a qualquer preço. Você pode ter um negócio excelente, mas se a governança for ruim, é melhor não investir, porque, naquela história, você dorme com o escorpião, um dia ele te pica. Então, é melhor não correr esse risco”, comentou Leite durante o 25º Encontro Internacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais. “Governança de fora é muito difícil avaliar, mas o que a gente tenta fazer é realmente destrinchar o máximo possível de informação. A gente olha, obviamente, o grupo controlador, prec record, reputação, o que já fez no passado, em relação aos acionistas minoritários, principalmente.” 

Postura de longo prazo

Em um ambiente econômico adverso, com juros altos por mais tempo e perspectivas cada vez mais pessimistas a respeito da inflação e para o real, o mercado tem adotado uma visão ainda mais de curto prazo, visto o cenário recente de muita volatilidade e resgates. Neste contexto, a CapSigma busca adotar uma postura diferente, mais de longo prazo, e ressalta ainda mais a importância da relação do buy side com o RI das empresas para evitar a comunicação mais “curto prazista”. “Realmente é difícil, porque esse é um problema estrutural. Falando do meu lado, investimentos em fundos de ações, que em tese é investimento de longo prazo, mas muitas vezes a liquidez dos fundos é de curto prazo, está descasado, então você acaba criando uma cultura de performar no curto prazo, que joga contra performar no longo prazo”, comenta o sócio-fundador da CapSigma.

Segundo Marcio Farid, vice-presidente do Goldman Sachs, essa visão “curto prazista” é um problema estrutural e não só do Brasil, mas os investidores estrangeiros também estão adotando cada vez mais a mesma postura. “Não para um próximo mês, mas pelo menos os investidores de longo prazo, que tinham prazo de cinco anos, agora tem dois, três; quem tinha prazo de três virou um; quem tinha de um virou seis meses”, opina Farid também durante o evento. “Parte disso é explicado com o componente cíclico, que é o momento de taxa de juros também. No momento de taxa de juros alta, a disposição para risco acaba ficando bem menor, e o horizonte de investimento também é reduzido.” 

Farid, que analisa commodities, aponta que o mercado sempre verá o ciclo de novo por algum motivo ou outro. “Nesses momentos parece que não vimos a saída, mas eventualmente o ciclo vai fazer o que sempre faz, que é ser cíclico.”


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