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Estrategista-chefe da BlackRock vê oportunidades no Brasil, mas aponta liquidez como problema
Embora haja uma preocupação nos mercados acionistas sobre como o país irá concretizar o crescimento a longo prazo, há janelas positivas
Axel Christensen, estrategista-chefe da BlackRock para América Latina
Axel Christensen, estrategista-chefe da BlackRock para América Latina

O mercado brasileiro talvez seja um dos mais sensíveis às taxas de juros, onde o investimento padrão é a renda fixa, e isso reflete na forma como os estrangeiros veem o mercado acionário no país. A visão é de Axel Christensen, estrategista-chefe da BlackRock para América Latina. Para o executivo, há oportunidades no país, fruto do desenvolvimento do consumidor brasileiro (a classe média) e a força de setores ligados a commodities.

“A preocupação é como poderá o Brasil concretizar o crescimento a longo prazo. Ele não é suficientemente forte, especialmente em comparação com outros mercados emergentes” disse Christensen, durante o evento MKBR24 organizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em parceria com a B3, em São Paulo. 

O estrategista afirmou ainda que tem visto um forte crescimento no interesse por empresas brasileiras ou por empresas sediadas no Brasil, embora essas empresas não estejam necessariamente listadas no mercado local. “Talvez o desafio seja fazer com que mais empresas comecem a listar-se nos mercados locais e não o façam diretamente”, diz Christensen.


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Oportunidades e otimismo

O executivo aponta que o carry trade brasileiro é uma oportunidade de longo prazo e vê como positiva a atuação do Banco Central do Brasil e o fato de a discussão sobre política fiscal ser uma constante no mercado do país. Sobre o lado do patrimônio e crescimento, Christensen ressalta que a perspectiva sobre os ativos brasileiros em comparação com os investidores locais será sempre diferente. 

“Investidores globais têm interesse, mas olhamos para o mercado brasileiro como um componente, uma parte do portfólio global muito diversificado. Vocês, investidores locais, estão comprometidos, têm a maioria dos seus investidores, trabalham aqui, provavelmente têm suas economias de pensão aqui. Definitivamente, a perspectiva será diferente. Analisaremos o que os investidores locais fazem como sinal”, disse o estrategista-chefe da BlackRock.

Para Christensen, sempre haverá esta diferença entre o compromisso e envolvimento, acrescentando que é preciso compreender como o dinheiro flui. “E é tudo relativo. Quando o Fed começar a cortar taxas, isso será importante para o Brasil, será importante também para a política monetária do país e afetará as taxas de câmbio.”

Segundo ele, existem “empresas incríveis” no Brasil, mas para investidores globais, especialmente do tamanho da BlackRock, as questões de liquidez são muito, muito difíceis. 

“Nós os chamamos internamente de mercados Hotel Califórnia. Pode ir comer quando quiser, mas nunca pode sair. Esta é a situação muitas vezes com alguns dos investimentos. Pensem em como trazer mais liquidez, mais transparência, tentar reduzir algumas situações de assimetria de informação entre investidores globais e locais, o que também é algo que me vem à mente”, disse durante o evento.


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