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Economia dos EUA adiciona 300 mil empregos e luz amarela para juro permanece acesa
Apesar da força do mercado de trabalho, a queda ligeira do desemprego e o crescimento salarial contido reforçam a crença de que a inflação pode ser contida
Juro, Economia dos EUA adiciona 300 mil empregos e luz amarela para juro permanece acesa, Capital Aberto

A economia americana criou 303 mil empregos com ajuste sazonal em março, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira (05), significativamente mais do que os 200 mil esperados pelos economistas. A taxa de desemprego caiu para 3,8%, contra 3,9% de fevereiro, em linha com as expectativas. O rendimento médio por hora em março aumentou 0,3% em relação ao mês anterior. Isso os colocou em alta de 4,1% em relação ao ano anterior, marcando o menor ganho anual desde junho de 2021. Os investidores têm estado recentemente nervosos com os dados econômicos que sugerem que os cortes nas taxas de juros podem estar ainda distantes.

Um mercado de trabalho mais forte do que o esperado poderia alimentar estas preocupações – primeiro porque o aumento do poder de compra dos consumidores alimenta a inflação e, segundo, porque um mercado de trabalho forte dá ao banco central mais margem de manobra para esperar antes de cortar as taxas.

O FED tem o mandato de manter o emprego tão forte quanto possível, ao mesmo tempo que precisa controlar a inflação. Equilibrar esses objetivos colocou o banco central numa posição difícil. Uma redução demasiadamente cedo pode reaquecer a inflação. Se espera além do necessário, a pressão das taxas elevadas poderá prejudicar o mercado de trabalho, empurrando a economia para uma recessão.


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Para o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, apesar da criação de vagas ter superado com sobra as expectativas, é importante olhar para o rendimento dos trabalhadores, fator que terá um impacto significativo sobre as decisões do Banco Central norte-americano. “O crescimento salarial foi de 4,1%, exatamente o valor esperado, o que significa que tanto a criação de vagas quanto os salários não apresentaram um crescimento relevante capaz de indicar uma retomada expressiva dos salários em meio à criação massiva de vagas”, comenta Cruz. “Essa ausência de crescimento salarial é importante, pois os salários em alta seriam a principal fonte de pressão inflacionária.”

No que diz respeito aos setores específicos, o economista da RB Investimentos, comenta que houve um aumento significativo na criação de vagas na área da saúde, ligeiramente acima do esperado, e principalmente no setor da construção, que registrou praticamente o dobro do crescimento esperado durante o mês. “A leitura do mercado para abril tende a ser negativa em relação ao FED. A interpretação será de que isso irá pressionar o Banco Central a adiar o início do corte nas taxas de juros e talvez postergar esse movimento. No entanto, pessoalmente acredito que o fator determinante continuará sendo a inflação interna e que ainda será possível iniciar o corte em junho.”

O especialista em mercado de capitais e sócio da A7 Capital, Andre Fernandes, acrescentou ao comentar os dados do payroll a revisão dos números de janeiro, de 229 mil para 256 mil vagas criadas. “O mercado de trabalho nos EUA ainda está muito aquecido, e isso pode ser refletido na inflação, tornando-a mais persistente, corroborando os últimos discursos de dirigentes do FED dessa semana, de que o juro neutro por lá deve ser maior do que o esperado”, comenta Fernandes.

“A reação inicial do mercado foi refletida nas treasuries. A treasury de 10 anos estava negociando após a divulgação próximo dos 4,40%, com uma alta de 2% após o payroll.” No mercado local, o Ibovespa Futuro, acrescenta Fernandes, estava subindo no início dos negócios e devolveu parte da alta e passou a operar estável logo após a divulgação. Nos juros futuros daqui, apesar do estresse das treasuries, a curva de juros não se mexeu e operou estável.

“Na minha visão, as apostas ainda se concentram em uma queda de juros em junho/julho nos EUA. As atenções agora se voltam para os dados do PCE (de março) que será divulgado no fim de abril, indicador preferido do FED para acompanhar a inflação. Isso deve dar maiores pistas sobre o número de cortes de juros que podem ocorrer esse ano nos EUA.”


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