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Comunicado duro do Fed reforça cautela sobre corte dos juros no país
Ao manter a taxa pela quarta reunião consecutiva, o banco central americano lembra que o mercado de trabalho está aquecido e inflação arrefeceu, mas segue alta
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O FOMC, Comitê de Mercado Aberto do Fed, confirmou as previsões do mercado e manteve pela quarta reunião consecutiva o juro americano na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano. Para padrões internacionais, a taxa é considerada muito elevada e visa conduzir a inflação americana para a meta de 2%. O tom do comunicado foi considerado duro (Hawk) ao reforçar que a autoridade monetária seguirá firme no propósito de reduzir a inflação.

O juro americano é um importante sinalizador para preços dos ativos e representa um fator importante para definir o fluxo global de recursos. Países emergentes, como o Brasil, em cenários incertos tendem a ser penalizados com a fuga de recursos para ambientes mais seguros e que também apresentem remuneração interessante, como é o caso do juro americano na casa dos 5%. A B3 vem perdendo recursos de estrangeiros e a visão de incerteza sobre corte do juro americano pode reforçar o movimento.

A expectativa de parte do mercado era de que o FOMC sinalizasse, mesmo que marginalmente, um horizonte para corte dos juros no país. No comunicado, os diretores do Fed afirmaram que “os indicadores recentes sugerem que a atividade econômica se expandiu a um ritmo sólido e que os ganhos de emprego foram mais moderados desde o início do ano passado, mas permanecem fortes, enquanto a taxa de desemprego permaneceu baixa”.


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Trata-se de uma mudança em relação ao comunicado anterior, de dezembro, em que o colegiado havia destacado a desaceleração da atividade “em relação ao ritmo forte registrado no terceiro trimestre” de 2023. No comunicado desta quarta-feira, o colegiado também cita o arrefecimento da inflação, mas considerada “ainda elevada”.

“Em relação à sua próxima reunião, o FOMC mantém o discurso de data dependent, isto é, que há necessidade de monitorar as novas informações e suas implicações sobre a economia, o que deixa incerto quando iniciarão os cortes de juros”, comenta Eduarda Schmidt, economista da Órama. “Além disso, em tom mais hawkish, afirmou que não espera reduzir os juros até que tenha maior confiança que a inflação está se movendo de forma sustentável para a meta.”

Na visão da economista, hoje o mercado está dividido em relação ao início do ciclo de afrouxamento, precificando que comece em março ou maio. “Acreditamos que após o comunicado as probabilidades caiam de forma mais forte para a terceira reunião do ano. No nosso cenário, esperamos que o Comitê corte os juros a partir de maio, e, a depender da escalada dos conflitos geopolíticos e do fiscal americano, é possível que se estenda nesse patamar até junho”, conclui Eduarda.


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