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Campos Neto quer garantir “comparabilidade e portabilidade imediata” dos recursos nos bancos
O presidente do BC defende uma agenda tecnológica que torne os bancos mais eficientes e discorda de quem vê o juro real sem queda
Campos Neto, Campos Neto quer garantir “comparabilidade e portabilidade imediata” dos recursos nos bancos, Capital Aberto
Crédito da imagem: Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, rebateu a visão de boa parte do mercado de que a taxa de juros real – descontada a inflação – não tem acompanhado os cortes promovidos na Selic, hoje em 11,25% ao ano. “Não é verdade, quando a taxa nominal começou a cair, a real projetada também iniciou trajetória de queda”, afirmou o executivo em palestra nesta segunda-feira (04) na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “Os juros reais no Brasil caíram mais do que em outros países emergentes.”

Sobre o ritmo de afrouxamento da política monetária, Campos Neto reconheceu que os preços seguem um comportamento benigno, mas que o setor de serviços exige atenção, com um comportamento dos preços ainda distante do esperado.

Durante a palestra, Campos Neto destacou as “surpresas recorrentes no desempenho do PIB” , mencionando os últimos anos em que a economia cresceu acima das previsões. “Os economistas têm errado, incluindo eu, consistentemente a projeção do crescimento. E quando a gente olha em 2024, já começou o movimento de revisão de crescimento para cima.”

Na semana passada, o IBGE informou que o PIB cresceu 2,9% em 2023, bem acima do estimado pelo mercado financeiro. Para este ano, a previsão do Ministério da Fazenda é de um crescimento de 2,2%. Já o mercado financeiro elevou, na última semana, a estimativa de expansão do PIB de 1,68% para 1,75%.


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Agenda tecnológica no foco

Durante o encontro promovido pela ACSP, o presidente do BC destacou algumas conquistas da autoridade monetária e os próximos passos planejados para melhorar o acesso ao mercado financeiro. “Quando falamos em avanços da tecnologia no Banco Central é pensando em como será a intermediação financeira no futuro. O PIX foi o primeiro passo e vamos avançar”, comentou Campos Neto, acrescentando que a representação digital dos ativos “veio para ficar” citando criptoativos, NFTs e stablecoins. 

“Agora, a gente precisa fazer com que isso, de fato, ajude as pessoas. A segunda parte é garantir uma comparabilidade e portabilidade imediata, que é a open finance. Mudar de um banco para o outro de forma automática na busca por melhores produtos.”

A ideia é que no futuro o Brasil tenha uma espécie de “marketplace de finanças”, como um google em que “você vai a um ambiente, visualiza todos os bancos em que tem conta e os produtos que consome, compara e migra para onde quiser”, explicou o executivo, afirmando que isto aumentará muito a eficiência dos bancos.

Em sua palestra, o presidente do BC também defendeu que o cidadão seja dono dos seus dados e possa vendê-los ou mesmo aceitar tokens como pagamento. Haverá, desta forma, um efeito também na forma de avaliação das empresas. “É a monetização de dados. Hoje, a gente avalia empresas, não só pelo market cap, mas pelo que a gente chama de data cap, ou seja, a quantidade de dados que as empresas têm.”


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