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Busca por ativos reais deve aumentar com limites para CRI e CRA, diz HMC Capital
Sócio e head de distribuição da companhia afirma que a necessidade de um lastro real para a emissão de títulos incentivados vai estimular o mercado exatamente onde “o Brasil claramente tem competitividade”, citando, em particular, o agro.
Agnaldo Andrade, sócio e head de distribuição da HMC Capital
Agnaldo Andrade, sócio e head de distribuição da HMC Capital

Em março deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou em reunião extraordinária a Resolução 5.118, editada um mês antes, referente aos lastros elegíveis para as emissões títulos agrícolas e imobiliários, como CRI, CRA, LCI, LCA e LIG. Um dos efeitos, na visão de Agnaldo Andrade, sócio e head de distribuição da HMC Capital, empresa de capital advisory, deve ser o aumento do interesse de investidores e alocadores por ativos reais, principalmente aqueles atrelados ao agronegócio e ao setor imobiliário, necessários para lastrear as operações.

“Agora vai precisar ter, de fato, um lastro real para a emissão de títulos e não só a emissão de bancos, é o que quero dizer. Vai precisar, por trás daqueles títulos emitidos, um lastro real. E é isso que acho que a indústria toda vai se beneficiar, principalmente, onde o Brasil claramente tem edge”, explica o executivo.

A HMC atua no mercado de atacado no Brasil, Chile, Peru, Colômbia e México, com escritórios nos Estados Unidos, Nova Iorque, e em Londres, e tem presença no varejo por meio de parcerias. De acordo com Andrade, as restrições para as emissões desses papéis devem colocar outras estruturas, como equity, compra efetiva e dívida para financiamento de projetos, da classe de ativos reais no radar, uma vez que investidores anteriormente posicionados por conta da isenção terão menor oferta disponível.

Ele aponta que o Brasil já possui competitividade em ativos/operações rurais reais há algum tempo, a nível global, mas que há um pequeno “mismatch” de alocação de investidores brasileiros nesses setores devido a fatores como a taxa de juros e a atratividade de LCAs e CRAs, por exemplo.

“Com essas medidas, eu tenho a impressão de que hoje é um interesse comprovado estar mais exposto a esse edge, essa consistência, essa resiliência do setor agro brasileiro. Acredito que vão olhar além do muro e perguntar ‘como é que eu consigo me expor de forma real ao setor?”, comenta Andrade. “Temos testado isso há um bom tempo, não é de agora, e os investidores dirão ‘você tem razão, eu quero estar exposto de forma real ao setor, e capturar essa resiliência, essa alta produtividade etc’. Agora que não vão existir mais essas emissões loucas desses títulos isentos, as pessoas vão estar mais dispostas.”

Andrade cita um projeto realizado há pouco pela companhia no setor de madeira, onde o Brasil claramente tem um ciclo muito melhor. “Você consegue ter o ciclo todo do eucalipto, do pinho de sete anos, e em outros lugares são 15, 20. Então conseguimos ter um nível de produtividade muito mais acelerado daqui. Não é à toa que todas as empresas, as papeleiras globais, olham para o Brasil e dizem que precisava ter mais ativos para capturar esse edge brasileiro”, comenta.

Ativos reais em foco

Segundo o sócio e head de distribuição da HMC Capital, esse aumento de interesse deve envolver ativos reais no setor agrícola de uma forma geral. “Acho que tem outras culturas, por exemplo, a cana de açúcar, que é um negócio em que a gente também tem visto várias boas oportunidades no Brasil, algo muito específico do país, em que temos algum edge. É um setor difícil, mas não dá para dizer que não tenha competitividade aqui”, explica. “Também tem a laranja. Quando eu falo da cultura laranja, estou falando de todos os ativos ao redor, desde a terra para o cultivo, a operação, a exportação. Esse é outro negócio em que o Brasil também tem edge comprovado. Acho que tem bastante coisa para fazer, citando alguns exemplos, mas o nosso track recorde é muito em cima de ativos florestais”, complementa Andrade, citando oportunidades desde a compra da terra até a operação e o manejo, o ciclo completo até ter a árvore pronta para virar celulose. 

Quem vai “migrar”

Na visão do executivo da HMC, pessoas físicas e family offices que antes eram atraídas pela isenção de CRI e CRA serão os investidores mais impactados pelas mudanças e precisarão se adaptar à nova realidade, o que inclui avaliar projetos em ativos reais. 

O head de distribuição da HMC ainda pondera o aumento da complexidade entre comprar “um CRA do Banco XPTO” e achar que tem um bom exponencial e “olhar um projeto mais longo de ativos rurais. “Acho que, à medida que terá mais dinheiro para ativos reais, mais projetos vão surgir e, naturalmente, os institucionais vão ser atraídos por esse movimento, não por conta da isenção, mas porque era mais ilíquido, mais complexo. Já os estrangeiros já olhavam muito os ativos reais rurais. Muitas vezes a gente se surpreendia, porque dizia que isso era para o institucional local estar tomando”, analisa.


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