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Bolsas sobem após alívio no Oriente Médio
Na contramão, dólar e juros futuros têm dia marcado por forte alta com expectativa de juro alto por mais tempo
Bolsas, Bolsas sobem após alívio no Oriente Médio, Capital Aberto

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a semana em alta, assim como as Bolsas americanas, de olho no arrefecimento nas tensões no Oriente Médio e nos dados de varejo nos Estados Unidos, que superaram a expectativa em março. Já o dólar registra forte ganhos ante o real, assim como os juros, que sobem em toda a curva, enquanto o petróleo opera em baixa.

No último sábado (13), o Irã atacou Israel com drones e mísseis naquilo que foi considerado por Teerã como “legítima defesa”, em resposta a um suposto ataque israelense ao consulado iraniano em Damasco, na Síria, no último dia 1º de abril.

Apesar da apreensão inicial dos mercados ao redor do globo, as falas de representantes de Israel e seus aliados de que não haverá um contra-ataque, pelo menos, por enquanto, e que o Irã não realizará uma nova ofensiva, caso Israel não reaja ao ataque de sábado, aliviaram a tensão de forma temporária.

“Os agentes econômicos hoje precificam que os inputs dos mediadores, EUA e parceiros de Israel, indicam uma parcimônia na resposta do país frente os ataques do Irã. Uma escalada dos conflitos não beneficiaria nenhuma das partes envolvidas, principalmente os países que não estão diretamente envolvidos no conflito”, explica o economista da Guide Investimentos, Yuri Alves.

Além de um mercado externo já bastante pressionado, principalmente após as vendas no varejo americano subirem 0,7% março, acima do previsto, a cena externa também contribui para a disparada do dólar e dos juros.

Informações que circulam na imprensa dão conta que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai propor uma meta fiscal de 0% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025, muito parecido ao objetivo deste ano, o que sinaliza uma flexibilização da trajetória fiscal brasileira.

“Com relação ao cenário macroeconômico, o mercado reage aos dados de varejo (EUA) que novamente vieram acima das expectativas. Dessa forma, os juros dos títulos americanos de 10 anos retornam para 4,6%”, diz o analista da VG Research, Guilherme Morais.

Há pouco, o Ibovespa, principal índice da B3, tinha alta de 0,04%, aos 125.943 pontos. O dólar futuro subia 1,18%, a R$ 5,18, enquanto a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 passava de 10,06 para 10,10%. A taxa de janeiro para 2026, por sua vez, saía de 10,21% para 10,36%, e a taxa de 2027, avançava de 10,53% para 10,72%.

Nos EUA, as bolsas bolsas estão em alta. O Dow Jones subia 0,40%, aos 38.151 pontos, o S&P tinha alta de 0,41%, a 5.144 pontos, e o Nasdaq, com alta de 0,24%, a 16.212 pontos. O Treasury Yield de 10 anos, referência no mercado mundial, tinha alta de 15,8%, a 4,655%.

Petróleo em queda

Mesmo diante do ataque iraniano a Israel, o barril do Brent opera em baixa nesta segunda-feira (15), depois do temor inicial dos mercados de que poderia ter uma disparada da commodity, uma vez que o Oriente Médio detém a maior parte da reserva do óleo.

Além disso, o Irã é um dos maiores produtores globais da commodity e controla o estreito de Ormuz, onde passa 88% do petróleo produzido no golfo Pérsico.

Para o economista chefe da Planner Investimentos, Ricardo Martins, a forma ‘telegrafada’ de ataque do Irã acabou deixando o recado de que era uma resposta, mas sem um choque militar agressivo.

“De maneira geral, as cotações do petróleo caem abaixo dos US$ 89. A imediata atuação da diplomacia mundial contribui para isso. Os mercados repercutem o episódio de maneira aliviada, mas sem perder o foco”, ressalta Martins. Com isso, o barril do petróleo tipo Brent, referência para a Petrobras, cai 0,63%, a US$ 89,88.


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