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Banco Central está de olho em dados da inflação americana e não tenta “conter o dólar” com intervenção, diz Campos Neto
Presidente da entidade comentou sobre riscos que ainda ameaçam o processo de controle da inflação e sobre o retorno do BC ao mercado de câmbio
banco central, Banco Central está de olho em dados da inflação americana e não tenta “conter o dólar” com intervenção, diz Campos Neto, Capital Aberto

Em um cenário marcado pela expectativas sobre os rumos da política monetária dos Estados Unidos, todas as atenções estão voltadas para dados sobre o comportamento da economia americana, na esperança de uma sinalização sobre o início dos cortes nos Fed funds. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chegou a afirmar nesta quarta-feira (03) que os números do dia 10 de abril são importantes para definir os próximos passos do Fed. Ele se refere ao CPI – dados da inflação americana. Campos Neto, ao falar durante evento do Bradesco BBI, reiterou o cenário desafiador ao redor do mundo, citou a inflação de serviços, resistente, e negou que o Banco Central com a intervenção no câmbio tenha tentado conter o dólar.

“A gente veio com um processo de desinflação, que deu uma estacionada, algumas pessoas chamam de última milha, último quilômetro. E nesse evento que tivemos um mês e meio atrás, algumas pessoas falaram que a última milha já foi, e eu disse que achava que não. Acho que na cabeça dos bancos centrais, principalmente do Fed, isso não é verdade”, disse Campos Neto. O presidente do BC acrescentou que os núcleos de inflação caíram, mas agora com uma velocidade menor e, em alguns lugares, estacionou. “Em outros, ele começou a subir um pouquinho. Também vemos parte de países emergentes com uma dinâmica parecida.”

“Nos EUA, a gente vê que a inflação cheia começou a estacionar perto de 3,2%. O número que vai sair dia 10 de abril é muito relevante, porque o Fed precisa ter uma narrativa sobre o processo de desinflação, e ela tem ficado com um grau de incerteza maior, porque algumas coisas que se identificavam como fatores de desinflação não estão se mostrando tão desinflacionados: mão de obra, a parte de imobiliária, a energia voltou a subir um pouco, então isso vai ser um desafio também”, aponta.

Segundo o levantamento do BC, quase todos os países desenvolvidos têm uma expectativa de queda de juros igual, diferentemente do cenário na América Latina. Ele considerou importante frisar que o Brasil vem, ao longo dos últimos anos, sendo capaz de trabalhar com taxa de juros real menores, embora ainda altas, e afirma que o processo de desinflação está “mais ou menos de acordo com o que a autoridade entende”.

Durante participação no evento, o presidente do BC também comentou sobre a intervenção feita no câmbio um dia antes, com a venda de US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial. “A nossa intervenção não teve nada a ver com o movimento do câmbio, a gente sempre diz que o câmbio é flutuante. É importante o câmbio ser flutuante, porque ele funciona como um elemento que absorve os choques e aí ele redistribui, vamos dizer assim, os recursos de forma mais eficiente.” Segundo Campos Neto, o motivo da intervenção foi o vencimento das NTN-A3. “A gente achava que era grande, que poderia ter alguma disfunção no dia e por isto foi feita uma intervenção. Nós colocamos isto no texto da intervenção, muita gente não percebeu.”


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