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Ata do Copom reafirma busca por flexibilidade
Documento reforçou visão de que novo corte de meio ponto na Selic está no horizonte, mas deixa incertos próximos movimentos
Ata do Copom, Ata do Copom reafirma busca por flexibilidade, Capital Aberto

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (26) reforçou uma mudança sinalizada no comunicado após o último encontro, quando reduziu em meio ponto percentual a Selic, a 10,75% ao ano, no sexto corte consecutivo. A leitura da ata reforça visão de que o comitê busca uma maior flexibilidade na política monetária. Na prática, um corte no mesmo ritmo está contratado para a próxima reunião. Além disso, não há clareza.

“O tom da Ata do Copom foi neutro em relação ao comunicado pós-reunião, com a autoridade monetária trazendo os detalhes acerca das maiores incertezas identificadas nas conjunturas doméstica e internacional e, consequentemente, da necessidade de maior flexibilidade para conduzir a política monetária”, avalia João Savignon, head de Pesquisa Macroeoconômica da Kínitro.

A visão do Itaú, expressa em relatório de análise macro assinado pelo economista-chefe do banco, Mário Mesquita, vai na mesma direção e reforça que a ata do Copom trouxe uma discussão mais detalhada sobre o motivo pelo qual a sinalização futura foi encurtada. “O comitê enfatizou uma análise custo/benefício dessa decisão, em que a vantagem da menor volatilidade foi recentemente superada pelo custo da inflexibilidade em um ambiente mais incerto, tanto no que diz respeito às perspectivas de atividade como de inflação”, afirma o relatório. “As autoridades também reforçaram que a alteração na sinalização futura não deve ser confundida com uma indicação de alteração na dimensão do ciclo de flexibilização.”

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O relatório chama a atenção para o parágrafo 23, considerado “trecho crucial” da ata, em que o Copom ressaltou que novas divulgações de dados serão fundamentais para definir tanto o ritmo quanto, principalmente, a taxa terminal. “Mantemos nossa visão de uma taxa terminal de 9,25% ao ano, embora também de forma dependente dos dados.”

Na análise sobre a dinâmica inflacionária doméstica, a ata menciona que, por um lado, há um comportamento benigno de alimentos e bens industriais, mas por outro, em função da atividade resiliente e das últimas divulgações, surgem dúvidas na velocidade de desinflação de serviços. “O comitê notou que um processo desinflacionário mais lento, tanto domesticamente quanto globalmente, não constitui o cenário-base, mas foi incorporado como fonte de incerteza. Esse aumento de incerteza prescreve cautela na condução da política monetária.”

Savignon, da Kínitro, comenta que, em relação à dinâmica inflacionária doméstica, a ata observou, por um lado, um comportamento benigno de alimentos e bens industriais, mas, por outro, mostrou dúvidas a respeito da velocidade na desinflação de serviços. Sobre a sinalização futura afirma “a ata fez um balanço do uso do forward guidance, reforçando que ele cumpriu seu papel de coordenar as expectativas, aumentar a potência de política monetária e reduzir a volatilidade. Depois debateu a comunicação para um cenário que requer mais graus de liberdade (ou flexibilidade) para conduzir a política monetária”. O economista manteve a projeção de que o Copom tem condições de prosseguir com cortes de juros ao ritmo de 50 bps na reunião de maio e junho, desacelerando o ritmo no segundo semestre do ano.


Saiba mais sobre os juros globais na reportagem “O Dilema do Fed”


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