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Arbor Capital quer recursos dos fundos de pensão 
Gestora com foco em ações no exterior monta estratégia para atrair R$ 1 bi de fundações em cinco anos
Arbor Capital, Arbor Capital quer recursos dos fundos de pensão , Capital Aberto

Os fundos de pensão têm ativos superiores a R$ 1,2 trilhão investidos no mercado, buscando bater suas metas atuariais e garantir a aposentadorias dos participantes. Convencer as grandes fundações a diversificar seus investimentos, para além da tradicional Renda Fixa, não é tarefa fácil, mas compensa. É essa a visão da gestora de fundos de ações Arbor Capital, que se associou à consultoria Brunel Partners, focada em investidores profissionais, para se aproximar das fundações e conquistar uma parcela desses recursos. A expectativa é fechar o primeiro cheque até março.  

Focada em investimento global em ações, a Arbor tem batido na porta das fundações, com o suporte da Brunel Partners, para mostrar os benefícios de incluírem nos portfólios dos fundos de pensão ativos internacionais, algo que ainda é irrelevante nas carteiras. Dados consolidados pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) mostram que os fundos de pensão tinham 80,5% dos recursos na Renda Fixa, em setembro passado – dado mais atual. Da parcela na Renda Variável, 6,9% eram ações e o restante estava em fundos RV. A parte destinada a ativos do exterior é ínfima, de 0,8%.  

“As fundações estão em um constante processo de profissionalização e evolução. Depois de alguns problemas no passado com investimentos problemáticos, elas contam hoje com um compliance robusto e várias áreas envolvidas na decisão de investimento com equipes que falam a linguagem do mercado. São processos complexos que demandam tempo e nosso trabalho é facilitar isto”, comenta o vice-presidente de Clientes Institucionais da Brunel Partners, Marco Túlio Coutinho.   


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Leonardo Otero, sócio da Arbor Capital
Leonardo Otero, sócio da Arbor Capital

A trajetória de queda da Selic, que comprime os retornos da RF, é um drive importante neste momento e deve estimular as fundações a reverem seus portfólios.  “Os fundos de pensão aportam muito pouco, menos de 1%, em fundos como o da Arbor, e isto vai aumentar naturalmente pela sofisticação maior do mercado brasileiro, mas claro que os juros caindo acelera a mudança”, comenta Leonardo Otero, sócio da Arbor Capital.  

O executivo se refere ao fundo Arbor FIC FIA, que investe basicamente em ações do exterior, mas sem o risco da moeda (hedge). Trata-se de um fundo local que, na visão de Coutinho, da Brunel Partners, é mais interessante para as fundações acessarem o mercado externo. “É uma gestora focada em ações no exterior, sem outros ativos ou exposição macro, além de ser um fundo local, o que oferece mais proteção jurídica às fundações”, comenta. O fundo da Arbor tem um histórico de oito anos e acumula um retorno de 394%. Em 2023, subiu 55%.  

Outro ponto que, na visão de Leonardo Otero, joga a favor da inclusão de ativos internacionais nas carteiras dos fundos de pensão é a maior possibilidade de diversificação. “O mercado de ações americano, por exemplo, é muito maior do que o nosso. Tem mais opções por setor, diversidade de empresas que melhora a carteira. Tem a vantagem da descorrelação”, comenta Otero, acrescentando que no mercado americano tem ações, como Microsoft e Google que em um dia podem movimentar o mesmo que o Ibovespa. “O atendimento é mais um atributo importante. Se os fundos de pensão investem diretamente no exterior, por maior que seja o cheque, eles são pequenos lá fora, dificilmente terão a atenção adequada. Para nós qualquer percentual que invistam são gigantes, e são tratados assim.” 

Outro argumento para convencer os fundos de pensão da importância de olharem para ativos do exterior é aproveitar a janela de oportunidade e se posicionar agora para o médio e o longo prazos. “O prisma das fundações nunca é amanhã, mas daqui a 5, 10 anos. Mas é preciso lembrar que as fundações são navios gigantes que para mudar de direção leva tempo”, explica Coutinho, da Brunel Partners. “As fundações têm processos de robustos de análises e um ciclo próprio de investimento. Não somos nós que vendemos, eles que compram o produto e no tempo deles. Nosso papel é de aproximar as partes.” 

O sócio da gestora Arbor Capital evita falar em metas para 2024 e informa que o foco, hoje, é receber o primeiro cheque de um fundo de pensão, “sempre o mais difícil”. Desde o ano passado, a Brunel Partners e a Arbor têm visitado fundações, apresentando o fundo e explicando sobre a importância de incluir ativos do exterior nas carteiras. “Se olharmos para os próximos cinco anos, vejo que é sim viável atrair pelo menos R$ 1 bilhão de recursos dos fundos de pensão para o produto.” 

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