Integração para todos

Grupo de Discussão Relações com Investidores, realizado no dia 21 de maio de 2015

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Integração para todos

A maneira como as companhias de capital aberto se comunicam com o mercado não só define o grau de transparência dos negócios como também é uma importante ferramenta de geração de valor. Nesse sentido, o trabalho em conjunto entre as áreas de relações com investidores e comunicação das empresas acaba sendo fundamental. Apesar de, muitas vezes, terem escopos diferentes, são âmbitos que precisam dialogar e convergir na hora de informar. As mensagens podem ter destinários distintos — analistas, stakeholders, investidores, a imprensa —, mas precisam estar estrategicamente alinhadas. “Comunicação integrada não é fusão de atividades. É falar para vários públicos, mas com uma só voz”, diz Thomas Kamm, sócio da consultoria Brunswick e atuante nesse tipo de integração em empresas internacionais.
O Brasil caminha nesse sentido. Algumas barreiras culturais entre as áreas, porém, ainda precisam ser superadas. “Muitas vezes esses profissionais não se integram por faltar a visão de que os stakeholders são vasos comunicadores”, diz Doris Wilhelm, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI) e sócia-fundadora da Wilhelm Consultoria. A fabricante de autopeças Mahle Metal Leve conseguiu superar esse desafio. A comunicação da empresa é subordinada ao RI, que fica responsável pela construção da imagem pública da companhia. “Hoje o RI é um comunicador. Tem que saber comunicar o que não está no balanço também”, diz Diogo Zinsly, head de RI da Mahle.
O gerente de Comunicação da Fibria, Geraldo Magella, observa que o conceito de comunicação financeira integrada é relativamente recente no Brasil. Começou a se desenvolver em meados dos anos 2000, quando as empresas de consumo abriram capital na bolsa. “Antigamente, quase não havia comunicação com os investidores. Hoje, as apresentações de resultados são grandes eventos que contam com o trabalho conjunto das áreas financeira e de comunicação”, diz. O envolvimento do alto escalão da empresa é considerado determinante na construção dessa integração. “O board tem que dar o tom da premissa de que devemos trabalhar juntos”, diz Simone Soares, superintendente de comunicação da Cosan.
E os tempos difíceis da economia não devem inibir a construção dessa aliança dentro das empresas. Ao contrário. “É num cenário sem notícia boa que se torna ainda mais importante não deixarmos jornalista ou analista imaginando sozinhos o que não conseguimos comunicar”, diz Mariana Campolina, gerente de relações com investidores da Localiza. “As intenções serão cada vez mais integradas no futuro. Isso será bom para todos”, resume a executiva. As ideias foram compartilhadas durante o Grupo de Discussão “Relações com investidores: finanças ou comunicação?”, realizado no último 21 de maio.

• Leia a reportagem “Bem casados” sobre o evento na edição de julho da CAPITAL ABERTO.

• Confira os tuítes que publicamos durante o evento.

• Acompanhe a agenda completa dos próximos Grupos de Discussão.

 

Fotos: José Luis da Conceição




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