Usina Termelétrica Baldin, movida a biomassa, marca o início da diversificação da matriz energética da CPFL

Bimestral/PubliEventos/Informe/Edições/Edição 85 / 1 de setembro de 2010
Por     /    Versão para impressão Versão para impressão


 

A CPFL Energia vem intensificando, nos últimos dez anos, seu foco em geração, com investimentos significativos no parque hidrelétrico e em fontes renováveis. A capacidade instalada saiu de 143 MW em 2000 para atingir os atuais 1.741 MW. Com os planos de expansão no segmento de biomassa e eólica, a expectativa é chegar a 2.769 MW até 2012.

Se hoje 98% da capacidade de geração de energia da CPFL é proveniente de fonte hidrelétrica, a perspectiva é de que, em dois anos, a energia hidráulica passe a representar 77%. Nesse mesmo horizonte, biomassa e eólica serão 15% e térmica, 8%. Os investimentos em energia alternativa começam com forte concentração em biomassa — uma planta em operação e mais quatro em construção.

A primeira Usina Termelétrica (UTE) movida a bagaço de cana-de-açúcar está em operação comercial desde o dia 27 de agosto. Um evento e tanto, já que, ao inaugurar uma nova fonte de geração do grupo, a Baldin representa o primeiro de muitos outros negócios que virão. O site, situado em Pirassununga, interior de São Paulo, foi visitado recentemente por cerca de 100 investidores e analistas de mercado que participaram do IV Encontro com Investidores da CPFL Energia, realizado em Campinas. A UTE Baldin ocupa uma área de 13 mil metros quadrados e gera em torno de 400 empregos diretos e indiretos.

Baldin representa o primeiro de muitos outros negócios que virão

Os investimentos da CPFL Energia em geração por biomassa, entre 2008 e 2012, representam 9% do investimento total, de R$ 7 bilhões. De 2008 a 2010, tempo que a Baldin levou para ser concluída, foram investidos R$ 104 milhões. Até 2012, outras quatro usinas movidas a bagaço de cana entrarão em operação, totalizando aportes de R$ 600 milhões.

Esses valores se explicam quando observado que, atualmente, o braço de geração da holding representa 24% do resultado operacional (Ebitda) do grupo e, em dois anos, deverá chegar a 34%. Isso, segundo o diretor de relações com investidores da CPFL, Gustavo Estrella, é só o começo.

A UTE Biomassa Baldin tem 45 MW de potência instalada. Até 2012, este número chegará a 230 MW, com a entrada em operação das UTEs Bio Buriti; Bio Ipê; Bio Formosa; e Bio Pedra. Além dessas usinas, que estão em construção, existem outros projetos em análise para, no médio prazo, tornarem realidade um total de 700 MW gerados por biomassa. “A empresa busca se especializar neste mercado para ser um investidor competitivo”, afirma o diretor de RI, lembrando que o foco em bagaço de cana alinha a estratégia de crescimento em geração com a de crescimento em comercialização. “Esta nova geração vira um lastro de energia para a CPFL obter novos clientes livres”, declara.

De acordo com as normas que regulamentam o mercado de energia elétrica no País, a energia para o mercado cativo, formado por clientes residenciais, comerciais e industriais , só pode ser vendida em leilão público regulado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que, entre outras atribuições, define as tarifas cobradas pelas distribuidoras.

No mercado livre, a companhia tem acesso a um grupo de consumidores, em geral indústrias, que consomem de 0,5 MW a 3 MW e podem ser atendidos com energia proveniente de fontes incentivadas, entre elas a biomassa. Com a diversificação da matriz energética, a CPFL amplia o alcance a novos clientes e mantém sua estratégia de crescimento.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui >

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Básica

R$ 4, 90*

Nos três primeiros meses

01 Acesso Digital
-
10% de Desconto em grupos de discussão e workshops
10% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$36,00

Completa

R$ 9, 90

Nos três primeiros meses

01 Acesso Digital
01 Edição Impressa
10% de Desconto em grupos de discussão e workshops
10% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$42,00

Corporativa

R$ 14, 90

Nos três primeiros meses

05 Acessos Digitais
01 Edição Impressa
15% de Desconto em grupos de discussão e workshops
15% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$69,00

Clube de conhecimento

R$ 19, 90

Nos três primeiros meses

05 Acessos Digitais
01 Edição Impressa
20% de Desconto em grupos de discussão e workshops
20% de Desconto em cursos
Acervo Digital
com áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$89,00

**Áudios de todos os grupos de discussão e workshops.




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  Energia elétrica Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
"Pernalonga" vê Ibovespa a 85 mil
Próxima matéria
Bate-papo com empreendedores



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Recomendado para você





Leia também
"Pernalonga" vê Ibovespa a 85 mil
Fantasiado de Pernalonga, um analista dispara: se Dilma Rousseff vencer no primeiro turno, a Bolsa vai buscar os 85 mil pontos....