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Você se lembra quando ouviu o termo governança corporativa pela primeira vez? Eu me lembro. Foi em 1998, quando entrevistava um gestor de recursos que se estabelecia no Brasil com uma proposta corajosa. Seu plano era reunir ações subavaliadas detidas por investidores institucionais, assumir grandes posições nas companhias, brigar por transparência, influenciar a gestão e vender os papéis anos depois, por um preço muito maior. Para atingir o objetivo, precisaria desenvolver nessas companhias o que chamou de “governança corporativa”.

Em outras palavras, o gestor teria de transformar as suas investidas em companhias “amigas” dos minoritários. E essa parte do projeto não seria nada simples de executar. Governança corporativa não era um termo conhecido na época, mas falta de transparência, abuso de poder, fechamento de capital e expropriação de direitos estavam na ponta de língua de qualquer pessoa envolvida com o mercado de capitais brasileiro.

O ambiente inóspito desafiava os defensores da transparência, da eqüidade e da prestação de contas. Insatisfeitos com os recorrentes maus tratos por parte de acionistas controladores, eles começaram a pressionar o governo e outros agentes por mudanças. Tentaram várias fórmulas, morreram na praia algumas vezes, mas encontraram finalmente um caminho que se provaria acertado. A governança corporativa ganhou fama e se disseminou, e hoje está no vocabulário de qualquer companhia que pretenda crescer usando recursos do mercado de capitais.

São dez anos de uma história que reúne fracassos, vitórias, frustrações e superações, além de uma boa dose de coragem e persistência. Nesta edição especial, procuramos resumir a primeira década desse conceito revolucionário, que promete permanecer por muitos anos no dicionário do mercado de capitais brasileiro. Hoje, mais do que nos livros ou nos discursos, a governança corporativa precisa estar nas mentes e nas convicções de empresários, executivos e investidores. Não há dúvidas de que percorremos uma boa parte do caminho. Mas o fato é que ainda temos muito a evoluir até chegar lá.


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