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Trupe mambembe
Banco do Brasil extrapola circuito convencional de reuniões Apimec e vai ao encontro de analistas e investidores em 17 cidades

, Trupe mambembe, Capital AbertoPercorrer 17 cidades brasileiras de 11 estados de todas as regiões do País, em pouco mais de um mês. Encontrar-se pessoalmente com observadores cativos e novos interessados durante passagens de algumas horas em cada praça. Não, aqui não estamos falando das metas do elenco de um teatro mambembe, mas sim da equipe de RI do Banco do Brasil (BB) e dos encontros realizados por eles com analistas financeiros por todo o País — as chamadas reuniões Apimec.

Os grandes bancos estão entre os mais tradicionais promotores desses encontros. E o BB, devido à sua imensa capilaridade, está entre as instituições que mais fazem esse tipo de evento. “Nosso objetivo é cobrir todos os estados brasileiros nos próximos anos”, afirma o gerente-geral de RI do banco, Marco Geovanne Tobias. Essa expansão tem-se acelerado. O número de cidades atendidas saltou de 9, em 2007, para 17, neste ano. “As ações dos bancos, de uma forma geral, passam por um ótimo momento e são eles os que mais atraem público nessas reuniões”, afirma o presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), Álvaro Bandeira. “Sobretudo o BB, que atualmente está incorporando outros bancos, como Nossa Caixa e BRB (Banco de Brasília)”, completa Bandeira, que também é analista sênior da corretora Ágora.

A Apimec Nacional foi criada em 1988. Desde meados dos anos 90, a entidade promove reuniões entre empresas e os seus associados. No caso do BB, os encontros começaram em 1997. “Iniciamos por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e aumentamos o roteiro à medida que cresceu o interesse de outras cidades”, conta Tobias, que comanda a área de RI desde o início dessa empreitada. O circuito de encontros do BB neste ano foi dividido em duas partes. A primeira, entre os dias 3 de março e 7 de abril, incluiu as cidades de São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Caxias do Sul, Florianópolis, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A segunda parte está em curso. Começou no dia 26 de maio e vai até 30 de junho, com a cobertura de Salvador, Recife, Fortaleza, Campinas, Ribeirão Preto, Uberlândia, Juiz de Fora, Goiânia, Vitória e Belém.

DESAFIOS LOGÍSTICOS — Houve uma curva de aprendizado até se chegar ao patamar de 17 cidades visitadas. “Inicialmente íamos a duas ou três praças por balanço trimestral. Só que ficava caro e gastávamos o ano inteiro com isso”, conta Tobias. “Para otimizar, concentramos as apresentações no primeiro semestre. Caso contrário, falaríamos dos resultados do primeiro trimestre no fim do ano”, completa. Com essa divisão, a área de RI dedica o segundo semestre às conferências no exterior e às reuniões individuais com grandes investidores no Brasil. Paralelamente, mantém contato com os analistas brasileiros por meio de teleconferências e chats a cada divulgação de resultado trimestral.

O aumento do circuito incluiu algumas soluções logísticas. “Ano passado, no meio do caos aéreo, decidimos ir de carro primeiro para Uberlândia, depois a Campinas e Ribeirão Preto. Este ano percebemos que é melhor ir de avião direto para Campinas e, depois, pela mesma estrada, subir de carro a Ribeirão e Uberlândia”, diz. “No início, marcávamos reunião em Fortaleza num dia e em Porto Alegre no seguinte, era uma loucura. Aprendemos a organizar bem o circuito”, completa. Geralmente, Tobias viaja com seu assistente, um gerente da área e, dependendo do orçamento, uma terceira pessoa, que faz as vezes de produtora. Em cada praça é necessário montar “um espetáculo”, como se fosse uma trupe de teatro itinerante. Todos os anos é contratada uma empresa promotora de eventos, que fica responsável por providenciar a estrutura de cada apresentação. Eles cuidam de telão, banner, iluminação adequada e outros detalhes que atendem à proposta de cenário formulada pela área de marketing do banco.

Uma reunião Apimec do BB começa, geralmente, às 18 horas e, muitas vezes, passa das 23h, ao fim do coquetel, quando é feita a maior parte dos contatos. “Ficar frente a frente com o dirigente da empresa é importantíssimo para o analista, mesmo em tempos de conference call”, sustenta Bandeira. “A função do analista é tentar descobrir o futuro e, para tanto, é preciso recolher mais informações do que aquelas fornecidas formalmente pela empresa”, diz. No caso do BB, não devem faltar conversas informais, tendo em vista a quantidade e a variedade do público presente aos encontros. Segundo Tobias, nas principais reuniões, como a de São Paulo, chegam a participar 500 pessoas. Nas menores, 150. “Mas é um número que está aumentando”, garante.

Além dos analistas, pequenos investidores freqüentam os encontros com o BB. “Faz parte da política do banco, que tem muitas agências e funcionários-acionistas, estar aberto à abordagem dos seus investidores, inclusive nestes eventos voltados aos analistas”, diz Tobias. O BB tem 320 mil investidores pessoas físicas, que detêm 10% do capital total da instituição. Segundo Bandeira, a presença de investidores pessoas físicas nas reuniões da Apimec do BB, às vezes, pode incomodar um pouco. “Tem até reclamação de filas nas agências, o que não é exatamente o que um analista gostaria de ouvir nestas ocasiões”, afirma. Esse é o contraponto de uma companhia ter tanta exposição. Mas, nesse caso, vale pecar pelo excesso.


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