Stephen Davis

Diretor do centro de governança corporativa e desempenho de Yale

Especial/Governança Corporativa/Edições/Reportagem/10 anos de Novo Mercado / 1 de abril de 2012
Por 


“O grande mérito do Novo Mercado foi a coragem de sua iniciativa. Enquanto outras bolsas do mundo, como a alemã e a italiana, investiam na criação de segmentos de listagem para companhias de tecnologia como forma de atrair emissores, o Brasil preferiu uma alternativa muito mais poderosa: apostar em empresas transparentes e comprometidas com seus acionistas. Já ouvi muita gente dizer que a importância do Novo Mercado para o renascimento do mercado de capitais brasileiro é superestimada, porque a pujança da economia do País na última década teria ocasionado o mesmo efeito. Eu não concordo. O mais alto segmento de governança da Bolsa deu uma grande contribuição — e isso não tem a ver com o número de empresas listadas nem com o volume de recursos captado, mas com a mensagem que o Brasil passou. A inauguração do segmento deixou claro que o País estava olhando para frente e se preparando para entrar no mercado de capitais global. Sem o Novo Mercado, os estrangeiros estariam investindo no Brasil, contudo certamente pediriam descontos maiores nos papéis por conta dos riscos.”




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Tags:  mercado internacional Bolsa de valores Governança Corporativa Novos Mercados Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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