Fundos de gestão ativa frustram investidor

Quem gera melhores resultados? Um fundo de gestão ativa, cuja carteira se modela às oscilações da economia e aos fundamentos das companhias, ou um fundo de gestão passiva, que basicamente segue algum índice de mercado? Embora a primeira opção possa parecer melhor e até mais acertada, a segunda …

Seletas/Bolsas e conjuntura/Internacional/Edição 22 / 18 de março de 2016
Por 


Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

Quem gera melhores resultados? Um fundo de gestão ativa, cuja carteira se modela às oscilações da economia e aos fundamentos das companhias, ou um fundo de gestão passiva, que basicamente segue algum índice de mercado? Embora a primeira opção possa parecer melhor e até mais acertada, a segunda vence a competição. É o que mostra o relatório Spiva, da Standard & Poor’s, divulgado neste mês. A publicação se define como o melhor termômetro da disputa entre gestores ativos e passivos.

Segundo o trabalho, no ano passado a maior parte dos gestores ativos não conseguiu superar a performance dos respectivos índices de referência: isso aconteceu com 66,1% deles no caso de large caps, 56,8% para middle caps, 72,2% para small caps e 61,9% para investimentos imobiliários. Os resultados não se restringem a 2015: os fundos de gestão ativa decepcionam também quando analisados períodos de cinco ou dez anos.

No segundo semestre do ano passado, os fundos ativos que investem internacionalmente foram os únicos da categoria a exibir bons resultados: a maioria conseguiu obter desempenhos superiores aos de seus índices de referência. Contudo, quando considerado um horizonte de longo prazo, a performance também não agrada.

O relatório chamou atenção ainda para o fato de fundos ativos e passivos de diversos tipos estarem fechando. Nessa categoria, nos últimos cinco anos, 23% dos fundos de ações de empresas americanas foram encerrados, assim como 22% dos que se concentravam em ativos globais e 17% dos que investiam em renda fixa.

Em reportagem, o jornal Financial Times destacou que, entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016, US$ 245 bilhões foram sacados de fundos de gestão ativa e US$ 408 bilhões depositados em veículos de gestão passiva. O movimento mostra a insatisfação dos investidores com a gestão ativa e sua disposição para apostar em fundos que se limitem a seguir índices.




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  Standard & Poor’s Fundo de gestão ativa Fundo de gestão passiva relatório Spiva Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Contra a corrente
Próxima matéria
Mania de acreditar



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.




Leia também
Contra a corrente
Gerir um fundo de ações hoje no Brasil é como nadar contra a maré. A conjuntura política e econômica adversa, aliada...
{"cart_token":"","hash":"","cart_data":""}