Fundos de arbitragem ampliam aluguéis

Edição 22 / 1 de junho de 2005
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ed22_p006-007_pag_2_img_001As operações de aluguel de ações estão em alta no mercado brasileiro. Nos primeiros quatro meses de 2005 o volume de aluguel atingiu o montante de R$ 14,7 bilhões, 83% mais que o registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Bovespa. De acordo com Eduardo Morais, analista da Claritas, o crescimento do volume dos aluguéis é decorrente do avanço dos fundos long/short.

Neste tipo de produto os ganhos derivam, principalmente, da arbitragem entre posições compradas (long) e vendidas (short). Nessas últimas, os gestores identificam papéis sobrevalorizados pelo mercado e, em alguns casos, ao invés de comprá-los no mercado à vista, preferem alugá-los, aproveitar o preço atrativo para venda e, mais adiante, comprar barato para devolver os papéis ao proprietário. Se a aposta de ganho estiver correta, o retorno terá sido suficiente para pagar o aluguel e, ainda, garantir algum lucro com a operação.

Para quem empresta o papel continuam valendo todos os direitos sobre a ação. Entre eles, por exemplo, pagamentos de dividendos, bonificação e juros sobre o capital próprio. O proprietário recebe uma taxa do tomador, entre 3% e 6% do montante negociado, pela cessão dos papéis. Ou seja, quem empresta tem garantida uma remuneração extra ao retorno da ação. A desvantagem, como em qualquer aluguel, é ter que abrir mão da liquidez imediata. Preocupação que pode ser descartada se o investidor for de longo prazo.


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