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Especial/Relações com Investidores/Reportagens/Edições/Temas / 1 de setembro de 2008
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Você já decidiu que vai investir no mercado de ações, certo? Então, seu próximo passo é escolher uma corretora. Ela é a ponte que vai ligá-lo ao mercado, comprando e vendendo ações por meio de seus operadores no pregão das bolsas de valores. Por isso, todo cuidado é pouco na hora de decidir quem vai movimentar o seu dinheiro.

A primeira coisa de que você deve se certificar é se a instituição é credenciada pelo Banco Central, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelas bolsas para poder negociar no mercado mobiliário. A tradição da corretora na Bovespa já é um bom indicador de idoneidade. Você também pode checar o histórico dela na CVM, para descobrir, por exemplo, se está sofrendo algum processo judicial.

Depois, você vai ter de colocar na balança a relação custo-benefício. As corretoras que cobram taxas mais baratas geralmente oferecem pouco valor agregado além das operações de compra e venda. E, na outra ponta, há as corretoras mais completas, que fazem análises aprofundadas e propiciam uma série de serviços aos clientes, que vão desde o atendimento personalizado até encontros de investidores com analistas e economistas. Corretoras bem conceituadas podem ajudar bastante na sua decisão de investir — mas elas cobram mais caro por isso.

Faça muitas perguntas antes de decidir qual é a melhor opção para o seu caso. Uma boa dica é conversar com amigos e conhecidos que sejam ou tenham sido clientes da corretora. Se você conhecer alguém que trabalha lá, melhor ainda. Verifique se você, como pequeno investidor, terá acesso aos relatórios e aos analistas — algumas corretoras oferecem esses serviços apenas para quem opera a partir de um determinado volume. Cheque também se será atendido por um operador ou apenas pelo home broker.

OS ÍNDICES
Os índices da Bovespa mostram a valorização de um grupo de papéis ao longo do tempo. Os preços das ações podem variar por fatores relacionados à empresa ou por razões externas, como o crescimento do País e do nível de emprego ou o aumento da taxa de juros. É importante lembrar, porém, que os índices não mostram a realidade de todos os ativos. Por isso, no mesmo índice, é comum encontrar empresas com desempenhos diferentes.

Você pode optar por criar uma carteira de investimentos que acompanhe algum desses indicadores, ou traçar uma estratégia para que seus rendimentos os superem ao longo de um determinado período.

Conheça os principais índices do mercado brasileiro:

• Ibovespa
Ele serve como indicador médio do comportamento do mercado. É a partir dele que o mercado diz que a bolsa “caiu” ou “subiu”. Sua composição procura se aproximar o máximo possível da real configuração das negociações à vista (lote-padrão) na Bovespa e representa mais de 80% do volume financeiro e de negócios realizados no mercado à vista. Para se manter atual, a composição da carteira do Ibovespa e o peso de cada ação integrante são alterados a cada quatro meses.

• IBrX ou Índice Brasil
Esse indicador, que vem ganhando cada vez mais a confiança dos analistas e investidores, tem em sua carteira teórica as 100 ações de empresas mais negociadas na Bovespa em volume financeiro e número de negócios.

• IBrX-50
Segue os mesmos critérios do IBrX, porém se restringe a 50 empresas. Tem a vantagem operacional de ser mais facilmente reproduzido pelo mercado.

• Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE)
É composto por ações de empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade socioambiental e a sustentabilidade.
h Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC)
Como o próprio nome define, é composto por empresas com práticas diferenciadas de governança, listadas nos Níveis 1 e 2 ou no Novo Mercado.

• Índice Setorial de Telecomunicações (ITEL)
É o índice que traz uma visão específica do setor de telecomunicações. O cálculo do ITEL é ponderado pela quantidade de ações em circulação (“free float”), ou seja, representa o comportamento dos papéis realmente disponíveis para negociação.

• Índice de Energia Elétrica (IEE)
É constituído pelas empresas abertas mais significativas do setor de energia elétrica. Permite a avaliação da performance de carteiras especializadas nesse segmento.

• Índice do Setor Industrial (INDX)
O indicador foi desenvolvido, em conjunto, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Bovespa, para medir as ações mais representativas da indústria brasileira, selecionadas entre as mais líquidas da bolsa. São ponderadas na carteira conforme o valor de mercado das ações disponíveis à negociação.

• Índice Valor Bovespa – 2ª Linha (IVBX-2)
Criado pela Bovespa em parceria com o jornal Valor Econômico. Mede o retorno de uma carteira hipotética constituída por papéis com um volume menor de negociação, os chamados papéis de segunda linha (ações classificadas a partir da 11ª posição, tanto em relação a valor de mercado quanto a liquidez de suas ações).

• Índice de Ações com Tag Along Diferenciado (ITAG)
É constituído por uma carteira teórica composta por ações de empresas que ofereçam melhores condições aos acionistas minoritários, no caso de alienação do controle.

• FGV-100
Calculado pela Fundação Getulio Vargas, mede o desempenho das 100 empresas privadas não-financeiras mais capitalizadas da Bovespa

REGRINHAS BÁSICAS DE SOBREVIVÊNCIA
Investir no mercado financeiro é um jogo muito interessante, mas que também pode causar grandes abalos — econômicos e psicológicos. Então, é fundamental que os iniciantes na bolsa sigam algumas regrinhas básicas:

1. Comece com pouco. Aumente o volume de investimentos somente à medida que ganhar mais experiência e conseguir avaliar melhor os riscos atrelados à compra de determinadas ações.

2. Não coloque todos os ovos na mesma cesta, ou seja, não invista todas as suas economias em ações, muito menos em papéis de uma só companhia. Certamente você não está preparado para ver todos os seus recursos acumulados minguarem com as quedas da bolsa, mesmo sabendo que no longo prazo é possível recuperar suas perdas e até mesmo reverter o quadro. Tenha sempre outros tipos de aplicações mais conservadoras, como os fundos DI.

3. Não aplique na bolsa o dinheiro do qual você vai precisar no curto prazo.

É muito comum os calouros na Bovespa se comportarem como torcedores, observando gráficos durante o pregão inteiro, como se fossem ficar pobres ou ricos de um dia para outro. Cuidado para não cair nessa armadilha! Evidentemente, administrando sua carteira você aprenderá, com o tempo e o ganho de experiência, a fazer dinheiro em operações rápidas. Mas elas devem ser tratadas como exceção: investir em ações implica mirar um horizonte bem mais distante.

Tenha paciência e disciplina. Trace uma estratégia e respeite a hora certa de entrar e sair de acordo com o que você prevê para aquele investimento. Dedique mais tempo aos estudos do que às operações no pregão.


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