Passagem para o crescimento

Ainda despreparadas para encarar a bolsa de valores, companhias buscam o capitalista de risco para ganhar musculatura e aprimorar seu modelo de gestão

Captação de recursos/Especial/Relações com Investidores/Reportagem/Edições/Temas / 1 de abril de 2008
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Sua empresa é lucrativa e tem potencial de crescimento rápido. Mas o porte, pequeno ou médio, ainda é um impeditivo para acessar o mercado de capitais e conseguir recursos para fazer o negócio multiplicar de tamanho. Se, por acaso, este é o seu caso, saiba que um fundo de private equity (PE) — voltado a empresas médias — ou de venture capital (VC) — focado em empresas menores — pode ser um bom aliado. Interessados em investimentos com elevado potencial de retorno, eles adquirem uma parte do capital da companhia para vendê-la alguns anos depois, com a expectativa de uma valorização agressiva.

Este modelo de associação com o chamado capital de risco está cada vez mais comum. Basta ver os números. Desde a retomada dos IPOs na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em 2004, cerca de 30 operações de oferta de ações aconteceram para dar saída a um fundo de private equity. Nas operações de fusões e aquisições, esses investidores corresponderam a 15% do total dos negócios.

Porém, antes de considerar recorrer ao capital de risco para crescer, o empresário precisa estar disposto a abrir mão dos poderes de dono absoluto do negócio. Mais que dinheiro, o private equity chega para implantar novas políticas de gestão e de governança corporativa. “É fundamental estar preparado para uma mudança cultural. O novo sócio vai participar das decisões estratégicas e acompanhar de perto as finanças”, afirma Raul Beer, sócio da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). Às vezes, acontece de este investidor levar junto uma equipe profissional para tocar o negócio. Existe, portanto, a hipótese de o empresário precisar ficar fora do dia-a-dia da empresa e se contentar com a participação apenas no conselho. A mensagem, então, é clara: se o seu sonho de crescimento passa por um sócio capitalista deste tipo, é bom estar preparado para dividir decisões e entregar resultado. É isso que eles vão cobrar.

Quais os principais requisitos para a minha empresa receber o investimento de um fundo PE ou VC?
Antes de levantar essa questão, é preciso fazer outra reflexão: por que preciso de recursos de um PE? “Se a companhia necessita de recursos para tecnologia, talvez seja mais indicado um sócio estratégico”, exemplifica Beer. O alvo dos negócios do PE são companhias lucrativas, com potencial de crescimento rápido e dispostas a compartilhar a gestão com um parceiro bastante atuante. A primeira tarefa é definir quais os problemas que o sócio poderá resolver e se eles são condizentes com as metas de um private equity. É importante observar, por exemplo, quanto os recursos injetados na empresa poderão gerar de crescimento e de rentabilidade para os sócios.

É preciso que a gestão da empresa esteja afinada com as melhores práticas?
Existem fundos com os mais variados perfis. Aqueles que fazem opção exclusiva por empresas que já têm uma gestão eficiente e outros dispostos a começar do zero um trabalho para adoção das melhores práticas”, diz Gianluca Tagliabue, da consultoria Value Partners. Há ainda fundos especializados em empresas familiares e que buscam justamente o valor a ser agregado com a adoção de um modelo de gestão mais profissional. No entanto, a informalidade é, em geral, um obstáculo.

Quem são os principais investidores de PE?
As aplicações em fundos de private equity são ainda exclusivas para investidores qualificados e com disposição de correr mais risco em troca de uma rentabilidade maior. A perspectiva de ganhos menores na renda fixa tem incentivado os fundos de pensão, por exemplo, a aumentar a participação de PE em suas carteiras. Atualmente, as fundações possuem cerca de R$ 7 bilhões nesses fundos, segundo a consultoria RiskOffice. Nesse grupo de investidores, a Petros foi pioneira. O fundo dos petroleiros tem R$ 1,5 bilhão em private equity. A Funcep, entidade dos funcionários da Caixa Econômica Federal, planeja entrar em 17 fundos com essa característica. Já a Previ, dos trabalhadores do Banco do Brasil, tem aprovados R$ 280 milhões para essas aplicações. Também aparecem nesta lista o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), grandes investidores pessoa jurídica e até investidores individuais com grandes fortunas.

Estrangeiros também se interessam por esse investimento no País?
Os investidores estrangeiros apostam firme na indústria de PE brasileira. Pesquisa da consultoria KPMG, realizada em fevereiro, mostra que o País aparece como primeira opção de aplicação na América Latina para 42% dos gestores entrevistados, bem à frente do México, com 34%. Entre os mais recentes fundos internacionais que anunciaram o desembarque por aqui está a gestora Blackstone, uma das maiores do mundo. Em janeiro, ela anunciou que vai desembolsar US$ 500 milhões no País, em um fundo conjunto com o Pátria Investimentos, com capital total de US$ 675 milhões. A expectativa da Associação Brasileira de Venture Capital (ABVCAP) é de que, só em investimentos externos, a captação deve ultrapassar os cerca de US$ 4 bilhões registrados em 2007, o recorde atual. Para os estrangeiros, o fundo private equity é uma plataforma interessante de investimentos em participações de companhias devido aos incentivos fiscais — não há incidência de imposto de renda sobre o ganho de capital nas cotas — e às práticas de governança determinadas pela Instrução 391 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que garantem transparência ao negócio. A instrução regula o funcionamento dos Fundos de Investimento em Participação (FIP), o veículo mais utilizado no Brasil para a constituição de um fundo de private equity.

Qual o passo-a-passo para buscar o investimento de um fundo private equity?
É preciso elaborar um plano de negócios para ser apresentado aos fundos. Se der tudo der certo, ele será a base para a carta de intenções (term sheet), documento da etapa final das negociações elaborado por advogados. Antes de sair colocando participações da sua empresa à venda, é preciso saber precisamente quanto ela vale. “Você só irá fazer um bom negócio se tiver um valor de referência”, explica Raul Beer. O cálculo costuma ser feito com projeções do fluxo de caixa para um período de cinco anos, descontado a uma taxa que reflete, além dos aspectos macroeconômicos, os riscos do negócio. A partir daí, é elaborado um descritivo da empresa. Esse documento, em geral, é formado por um sumário executivo (de 1 a 2 páginas), business plan (de 10 a 20 páginas) e anexos, nos quais devem constar a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE), o balanço patrimonial, o fluxo de caixa dos três anos anteriores e a projeção estimada para os próximos cinco anos.

A partir de que porte uma empresa pode se candidatar a um PE?
Não existe um faturamento mínimo oficial, mas sim uma percepção de mercado. “A partir de R$ 10 milhões já é possível considerar uma associação com um fundo private equity”, diz Clóvis Meurer, diretor superintendente da gestora CRP. A média, no entanto, segundo a ABVCAP, fica entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões. Há fundos, como a agressiva GP Investments, que dão preferência para grandes negócios e também gostam de assumir o controle. No fim do ano passado, por exemplo, a GP selou a aquisição da mineradora e fabricante de material refratário Magnesita. Nessa transação, o valor pago aos controladores, a família mineira Pentagna Guimarães, foi de R$ 1,24 bilhão, por 70,7% do capital votante e 38,6% do capital total.

O investimento PE é feito exclusivamente em empresas de capital fechado?
Na grande maioria das vezes, sim. Mas há também operações como a da Magnesita, mencionada acima, em que o alvo foi uma empresa aberta. Há ainda as chamadas operações “going private”, em que esses investidores identificam empresas com ações baratas em bolsa e fazem uma oferta a todos os acionistas, de modo a retirar a companhia da bolsa. O objetivo nestes casos é injetar recursos e melhorias de gestão que agreguem valor à empresa para, mais tarde, sair do investimento por meio de uma nova abertura de capital.

Como é feito o primeiro contato com um gestor de PE?
Até bem pouco tempo atrás, os gestores de PE não tinham muito trabalho para capturar projetos. As propostas chegavam facilmente até eles. Mas o cenário mudou, e o crescimento dessa indústria trouxe uma forte concorrência. Agora, apesar de mais endinheirados, eles também saem à caça. “É claro que isso é positivo para o empresário, mas também é perigoso”, alerta Raul Beer, da PwC. Há casos em que o dono do negócio se empolga com as cifras e vende uma participação significativa para o primeiro que bate à sua porta, sem antes fazer o dever de casa. Depois, descobre que os objetivos do fundo não estavam alinhados com a sua meta ou, pior, que o preço estava baixo. Aqui, mais uma vez, o papel do consultor financeiro pode ser fundamental. “É preciso entender as idiossincrasias dos fundos e da empresa”, afirma.

Quanto tempo pode demorar a fase de negociação?
Em média, o processo de elaboração da estratégia até o fechamento do contrato com o fundo leva cerca de seis meses. “Já fechei negócios em três meses, mas não é praxe”, afirma Beer. Em algumas companhias, no entanto, o processo preparatório pode se estender por até um ano. “Isso acontece quando existe alguma restrição jurídica, seja nos acordos de acionistas da própria instituição ou em pendências com terceiros”, diz o professor Gledson de Carvalho, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Depois da manifestação de interesse pelo negócio, os fundos fazem um trabalho árduo. Começam pela análise e avaliação do valor do negócio. Depois partem para a due diligence confirmatória. “Por isso, é fundamental a empresa já ter feito os próprios estudos. Já vi negócios não serem fechados porque havia divergência na interpretação dos fatores de risco do negócio”, conta o sócio da PwC. Feito isso, parte-se para a negociação propriamente dita. Nesta etapa, os envolvidos determinam qual será o percentual do fundo na sociedade.

Os fundos PE costumam buscar uma participação minoritária?
É comum, nas empresas mais novas, que o private equity tenha participação minoritária. Já nas companhias mais estruturadas, principalmente naquelas que terão mudanças drásticas na gestão, o fundo exige a posição de majoritário. “O empresário precisa estar preparado até mesmo para ser afastado da gestão da empresa”, ressalta Tagliabue, da Value Partners. Essas regras do acordo de acionistas precisam estar muito bem entendidas por todos os sócios. “Aqui começa um namoro que terá data marcada para acabar”, diz Marcus Regueira, presidente da ABVCAP. “É um processo intenso, principalmente para o empresário, que terá de se adaptar à nova realidade”, completa. O contrato de compra e venda deve prever qual será o tratamento dado a cada um em situações diversas, como a entrada de um terceiro sócio e no caso de uma das partes se desfazer do negócio antes do prazo mínimo estipulado. Também deve ficar claro como serão desenvolvidas as estratégias de investimento, crescimento, remuneração dos acionistas e as condições básicas do plano de desinvestimento do fundo.

Depois de fechado o negócio, quais as principais mudanças na empresa?
“Muda tudo. Ela terá um sócio para compartilhar as alegrias e as tristezas”, diz Regueira. O gestor está focado na gestão competitiva e quer fazer o negócio crescer rapidamente. Para isso, utilizará todo o seu potencial: experiência de gestão, ganho de escala com outro negócio do setor que tenha na carteira, entrada em novos mercados e, se necessário, captura de outros financiamentos. A prestação de contas também será uma rotina constante. O fundo exige muita transparência e adota práticas de governança, como a criação de um conselho de administração e a divulgação de relatórios financeiros, além de auditoria anual. O modelo de gestão do PE usualmente segue linhas com poucos níveis hierárquicos, técnicas de medição e controle (EVA, Seis Sigma, Orçamento Base Zero, Goal-Based Management) e foco constante na redução de custos.

A chegada do fundo representará demissões na companhia?
Não necessariamente. O corte de custos é, em geral, meta de uma gestão eficiente e, portanto, os investidores estão de olho nela. “Os fundos utilizam a prática da meritocracia, podendo afastar, por exemplo, membros da família da gestão. Mas os acordos são desenhados a quatro mãos”, explica Regueira, presidente da ABVCAP.

Qual o ciclo de um investimento PE?
Os investidores de private equity buscam, em média, uma rentabilidade de 20% ao ano. A primeira etapa, depois de fechado o negócio, é o monitoramento, quando se constitui o acordo de acionistas e se definem as práticas de governança para o fundo participar do desenvolvimento do negócio. “Aqui começa a comunhão de interesses”, explica Raul Beer. Também são implantadas práticas para a administração de riscos. Depois começa a reestruturação da empresa com os ajustes necessários para o crescimento. Esta é, em geral, a etapa mais longa. Ela varia de acordo com o estágio de desenvolvimento da empresa, mas pode chegar a sete anos. “Aqui, se for o caso, acontecem fusões com empresas”, exemplifica. Depois, a empresa lucrativa está pronta para a saída do fundo private equity. Ao todo, esse ciclo pode durar de três a dez anos. “É só esperar o momento de melhor liquidez para vender a participação e obter o retorno do investimento”, explica Meurer, da CRP.

A saída desse investidor é sempre via abertura de capital?
Nos últimos anos, com o aquecimento do mercado acionário, os investidores de private equity conseguiram realizar a saída triunfal, vendendo a participação na bolsa, com a abertura de capital das companhias. Essa é a forma considerada mais lucrativa, mas não é a única. A venda para um investidor estratégico também pode ser bem interessante. No ano passado, o private equity esteve presente em 110 transações de fusões e aquisições, o que representa 15% do total.

Quais as principais razões para o crescimento da indústria de PE nos últimos anos?
“Um dos motivos é que o Brasil começou a ter histórico de casos bem- sucedidos, o que motiva os investidores”, afirma Beer, da PwC. Em 2007, o patrimônio dos private equity — considerando apenas aqueles que usam a plataforma dos fundos de participações (FIPs) da CVM — totalizou R$ 21,7 bilhões, contra meros R$ 8,9 bilhões no fim de 2006. Outro fator, e talvez o mais determinante, foi a estabilidade econômica. O avanço dos indicadores das contas públicas possibilitou projetar sólidas perspectivas de crescimento para o setor produtivo. “Há mais confiança para investir em projetos de longo prazo. Tornou-se possível fazer um planejamento. Os riscos diminuíram”, explica Antonio Gledson de Carvalho, professor de finanças associado ao Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da Fundação Getulio Vargas.

E quais as perspectivas?
As estimativas são positivas. Em primeiro lugar, os fundos estão capitalizados. Em fevereiro deste ano, o capital comprometido por investidores com os FIPs alcançava R$ 22,3 bilhões. O montante representa os recursos assegurados pelos administradores com os cotistas, mas que será aplicado no longo prazo, durante o ciclo de investimentos que leva, em média, cinco anos. Por outro lado, há novas oportunidades de investimentos, e a lista de boas empresas para aplicação de um fundo private equity vem crescendo. “Estamos trabalhando a todo vapor. Acredito que, no mínimo, vamos repetir o desempenho do ano passado”, diz Beer. A crise de crédito internacional também favorece essa indústria. Ao afugentar os investidores estrangeiros do risco acionário, dificultando a abertura de capital, os PEs ganham competitividade perante os empresários. “Muitas companhias com perfil de private equity optaram, em 2007, por ir direto à bolsa, devido à facilidade de recursos”, afirma Meurer, da CRP. O Banco Sofisa, por exemplo, antes da sua oferta na Bovespa, foi sondado por um fundo. A instituição financeira, no entanto, estava confiante de que iria conseguir o capital necessário diretamente na Bolsa. E deu certo.

“Aprendemos muito sobre o investidor”

No dia 9 de fevereiro de 2005, a então Microsiga — atual Totvs — se despediu do fundo de private equity Advent International. A parceria de cinco anos havia chegado ao fim. A data, no entanto, foi um marco. “Fizemos três operações simultâneas. Foi ganha, ganha e ganha”, conta José Rogério Luiz, vice-presidente executivo da Totvs. A companhia recomprou a participação de 25% do Advent, que conseguiu uma valorização de 50% em cinco anos. Na seqüência, vendeu as ações para o BNDES Participações, que virou o novo sócio. Com os recursos no caixa, fechou a aquisição da catarinense Logocenter, sua principal concorrente.

“Fazer tudo isso ao mesmo tempo é a maior prova de que tínhamos alcançado os objetivos previstos há cinco anos, quando optamos pela associação com um private equity para garantir o crescimento rápido e sólido da companhia”, destaca Luiz. No período de permanência do fundo, a venda líquida da empresa de desenvolvimento de software mais que triplicou, chegando a R$ 92 milhões em 2005.

Antes de fechar o contrato com o Advent, os executivos discutiram com mais de 10 fundos. “Nem todos eram interessantes para os objetivos da empresa”, conta. No acordo, o Advent optou por não participar da rotina operacional da empresa, o que foi, na avaliação do vice-presidente, fundamental. O fundo teve um papel ativo no conselho de administração, mas não interferiu no dia-a-dia.

“Aprendemos muito sobre o investidor capitalista. Adquirimos uma visão financeira, que nos deu segurança para fazer outras operações”, acrescenta o diretor. Como exemplo, ele cita a listagem em bolsa, no ano de 2006. “Chegamos sem ilusão. Sabíamos que os investidores queriam comprar na baixa e vender na alta.” Após a experiência com o private equity, o processo de preparação foi tranqüilo. “Tínhamos experiência em prestar contas com transparência e em sermos cobrados por resultados.”


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Tags:  investimentos captação de recursos Private equity e venture capital Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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