Papel e celulose

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Especial/Relações com Investidores/Reportagens/Edições/Temas / 1 de setembro de 2006
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Em plena era digital, ainda é difícil imaginar o mundo sem papel — anotar um recado, desembrulhar um presente, ler um livro são atividades que ninguém pensa em deixar de fazer no curto, médio ou longo prazos. Sinal de que as empresas de papel e celulose têm, sim, muito trabalho pela frente, não importa o quão conectada em banda larga esteja a sociedade.

No Brasil, a indústria é formada por 220 empresas, espalhadas por 16 estados, com destaque para São Paulo e Rio Grande do Sul. O País tem um dos menores custos de produção de celulose do mundo: o clima, que varia de subtropical a tropical, possibilita rápido e contínuo crescimento das árvores, o que é uma vantagem competitiva perante os países de clima frio e temperado. Ainda assim, são os Estados Unidos que lideram a produção e o consumo mundial, tanto de celulose quanto de papel, enquanto o Brasil ocupa a sétima posição no ranking.

Em 2005, a produção nacional de celulose foi de 10 milhões de toneladas, sendo mais da metade voltada à exportação (5,5 milhões). Hoje, cerca de 40% do que se produz é utilizado nas empresas integradas para a fabricação do papel, enquanto que apenas uma pequena parte (13%) da produção excedente é dirigida ao mercado interno. As principais economias compradoras da celulose brasileira são a Europa (que fica com a metade do que é exportado), a Ásia e a América do Norte. O mercado nacional, em torno de R$ 7 bilhões ao ano, sofre o efeito do câmbio, uma vez que o produto é uma commodity.

Quanto ao segmento de papel, cujo faturamento foi de R$ 15,8 bilhões em 2005, a produção anual somou 8,6 milhões de toneladas em 2005, sendo que quase a metade (49%) vai para embalagem, enquanto que 28% compõem a categoria de imprimir e escrever. A produção de papel sanitário (9%), papel cartão (7%) e de imprensa (2%) complementa o mix desta indústria, que tem cerca de 80% do seu consumo no mercado interno. As categorias de imprimir e escrever e de embalagens praticamente dividem as exportações.

Um dos poucos segmentos em que o País não alcançou a auto-suficiência é no de papel de imprensa (hoje, a única produtora é a norueguesa Norske Skog). Os analistas chamam a atenção para o fato de que, independentemente da categoria de papel, os investimentos em novas unidades produtivas vêm sendo adiados devido à necessidade de altos investimentos e longo período de maturação. Embora haja elevada utilização da capacidade instalada atualmente (88%), o setor carece de novas iniciativas, exatamente por não ser um empreendimento de retorno a curto ou médio prazo. O baixo consumo per capita nacional — de 39,5 quilos por habitante ao ano — indica que há espaço para crescer no mercado doméstico. Indiretamente, o governo também é um grande comprador, com o amplo programa de compra de livros didáticos.

Outro desafio para o setor, na visão de analistas, é aumentar as exportações de papéis de segmentos de maior valor agregado e, por tanto, que estejam menos sensíveis às variações de preço.

Em âmbito mundial, Estados Unidos, China e Japão são os três maiores produtores e consumidores mundiais de papel, enquanto que o Brasil ocupa a 11ª posição em produção e a 10ª em consumo. Entre os maiores exportadores estão Canadá, Finlândia e Suécia.


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