Governança “verde”

Sustentabilidade e boas práticas de gestão andam juntas na busca pela adoção de políticas “verdes”

Especial/Governança Corporativa/Ernst & Young Terco/Informe/Anuário de Governança Corporativa 2011/Edições/Temas / 1 de setembro de 2011
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O desenvolvimento da economia depende da íntima relação entre empreendedorismo e inovação, conforme demonstra a pesquisa global da Ernst & Young Action amid uncertainty – The business response to climate change. Para que cresçam de forma sustentável e se mantenham na liderança, as empresas precisam inovar, mas isso não é alcançado somente com boas ideias. Sólido planejamento estratégico e adoção de indicadores de governança corporativa também contribuem para garantir transparência às demonstrações financeiras e, assim, a continuidade dos investimentos.

A governança não está restrita às companhias de grande porte e de capital aberto.Ela vem ganhando espaço em negócios de pequeno e médio portes com alto potencial de crescimento, que almejam abrir seu capital e ganhar espaço no mercado. Nesse sentido, além do conceito tradicional de governança, que prega a adoção de processos que colaboram para o desenvolvimento econômico sustentável e a melhora do desempenho corporativo, existe a chamada governança de mudanças climáticas, que rege a adoção de políticas “verdes” em todas as áreas da empresa e em seu entorno — por exemplo,a conformidade dos fornecedores com essas práticas.

Segundo o time de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da Ernst & Young Terco,nos últimos anos, é crescente o número de companhias que compartilham com seus fornecedores formas sustentáveis de trabalhar. Para isso, criam códigos de conduta e cartilhas apontando objetivos e cuidados que devem ser tomados. O propósito principal é a responsabilidade solidária dentro de sua esfera de influência.

Conforme o estudo produzido pela Ernst & Young global, 55% dos 300 executivos entrevistados consideram os membros do conselho executivo ou do C-level as pessoas diretamente responsáveis por embutir a cultura sustentável na organização e por garantir que diretores, gerentes e coordenadores administrem riscos e observem o desempenho sustentável de suas áreas, por meio de estratégias de remuneração efetiva.

Ainda de acordo com a análise, os executivos identificaram que a complexidade das questões relativas à mudança climática demanda uma governança sólida, assim como um profundo envolvimento dos líderes. Fortes práticas de governança asseguram aos dirigentes responsáveis compreensão das estratégias e preparo para agir segundo o que deles se espera e exige.

No Brasil, a chegada de um novo padrão contábil (IFRS) tem permitido uma ainda maior transparência na contabilização de ações sustentáveis. Para o sócio da Ernst & Young Terco responsável pela área de Auditoria em Sustentabilidade Luiz Marques, o País é um dos únicos a impor a adoção do padrão internacional de contabilidade também para pequenas e médias empresas. “Ao exigir essa prática, qualquer tipo de ação no sentido de reflorestar, adquirir equipamentos menos poluentes, produzir analisando a cadeia reversa do produto e controlar seus resíduos, ou mesmo promover algum projeto socialmente responsável, terá de ser contabilizado e verificado por entidades independentes, para dar ainda mais credibilidade ao assunto. Não basta mais ter apenas um ‘selo verde’”, diz.


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