Gestão de riscos: um investimento necessário

Especial/Governança Corporativa/Ernst & Young Terco/Informe/Anuário de Governança Corporativa 2010/Edições/Temas / 1 de outubro de 2010
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É natural que, em um mundo cada vez mais globalizado, os negócios se tornem mais complexos. A concorrência está atenta ao que o outro está fazendo; as organizações estão presentes em várias localidades; a velocidade dos avanços tecnológicos exige investimentos constantes; os consumidores e clientes estão cada vez mais exigentes; os órgãos reguladores têm um papel mais atuante. No Brasil, a automação dos tributos e a adoção do IFRS como padrão contábil são fatores que exigem mais cuidados. Todos esses fatos requerem modificações importantes na gestão empresarial.

Uma delas é o aperfeiçoamento do ambiente de controle interno, a fim de mitigar os riscos dos negócios. Nesse mundo novo, a gestão de riscos é um dos pilares fundamentais da governança corporativa. O dono ou o controlador da companhia não conseguem olhar tudo o que acontece, como antes, assim como os conselhos de administração não dão conta de analisar todos os dados relativos a balanços e dados financeiros. Essa função deve ser suportada pelo comitê de auditoria, pela auditoria interna e pela gestão de riscos. Os riscos somente serão aplacados se houver um correto mapeamento e controle sobre as determinações e execuções.

Os pontos de controle, além de constantemente checados, precisam ser atualizados sempre que necessário, seja porque há novas regulamentações a serem atendidas, porque alguma operação mudou, ou por qualquer outro fator que venha a alterar o funcionamento da companhia. Devido a essas mudanças, é necessário buscar sempre a especialização em um novo funcionário ou em uma empresa fornecedora de serviços que atendam àquela nova demanda.

Imprescindível também entender que o gerenciamento de riscos é função de todos os funcionários e não apenas dos conselhos, das auditorias interna e externa ou de algum executivo específico. Só com o envolvimento de todos a gestão de riscos será efetiva. E, para que isso aconteça de fato, é necessário investir no treinamento dos colaboradores. É assim que eles poderão compreender quais são os riscos envolvidos em suas atividades diárias e como elas impactam a gestão de riscos. Poucas empresas, contudo, atuam e investem nessa área.

Os controles internos principais devem ser parte integrante dos processos. Mas para que isso ocorra de forma efetiva, eles devem estar integrados aos sistemas automatizados das empresas, com processos de trabalho (workflows) bem definidos para a provação das exceções que aconteçam. O risco maior sempre está no tratamento das exceções e não no processo normal das operações de uma empresa. Esses desvios devem ser monitorados constantemente para que os controles e processos automatizados sempre estejam atualizados e alinhados com as necessidades de controle interno.

Com todos os controles funcionando e sendo monitorados e testados constantemente, os riscos serão mitigados, conferindo segurança à direção da empresa. Está na hora de as companhias quebrarem o paradigma de que a gestão de riscos é um custo ou uma obrigação, e não um investimento. Mudando esse pensamento, elas só têm a ganhar.


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Tags:  Governança Corporativa IFRS Gestão de riscos Ernst & Young Terco Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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