Construção

Muito trabalho pela frente

Especial/Relações com Investidores/Reportagem/Edições/Temas / 1 de setembro de 2006
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Com uma população de 40,4 milhões de habitantes, o que significa uma densidade de 163 habitantes por quilômetro quadrado, não é de se estranhar que o estado de São Paulo represente entre 36% e 40% de todo o movimento do mercado imobiliário nacional, puxado pela capital São Paulo, dona do preço médio por metro quadrado mais caro do País, segundo estimativas do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). No estado paulista, no entanto, há uma carência habitacional de 1,1 milhão de unidades, enquanto que em todo o Brasil o déficit habitacional é de 7,2 milhões de unidades, informa a GV Consult. Isso significa que o setor tem muito trabalho pela frente, especialmente depois das recentes medidas aprovadas pelo governo federal dentro do pacote de incentivos à construção civil. Um exemplo é a redução da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para diversos itens da cesta básica de materiais de construção.

O faturamento do setor, altamente pulverizado, é estimado em R$ 60 bilhões. A construção engloba uma cadeia que vai desde o chamado “consumidor formiga” (consumidor de baixa renda que adquire o material para construir sua casa ou cômodo por conta própria), passando pelas redes varejistas até as grandes incorporadoras e construtoras. Foi esse último elo da cadeia entre 2005 e 2006 que fez sua estréia na Bovespa, a partir da oferta pública de ações da Rossi, Company, Gafisa e Cyrela.

Estas empresas pertencem ao segmento de edificações. Nele, estão as obras habitacionais, comerciais, industriais, sociais e as destinadas a atividades de cultura, lazer e esporte. Após o Plano Real, foi possível perceber um aumento na aquisição de imóveis, tendo em vista a estabilidade da economia. Em 2006, estima-se que cerca de R$ 19 bilhões em crédito sejam destinados à habitação, envolvendo o Governo Federal, a Caixa Econômica Federal e o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que inclui as instituições privadas.

O outro segmento é o da construção pesada, que abrange vias de transporte, obras de saneamento, de irrigação/drenagem, de geração e transmissão de energia elétrica, de sistemas de comunicação e de infra-estrutura de maneira geral. Nele se encontram as maiores empresas do setor, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O ranking das 50 maiores construtoras do País, cujo faturamento somado é de R$ 15,2 bilhões, é encabeçado por Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão — todas especializadas na construção pesada. Desde 1994, no entanto, este mercado vem sofrendo com a queda da capacidade de investimento do governo, embora alguns sinais de recuperação tenham sido percebidos a partir de 2004. Existem expectativas positivas a partir da implementação dos projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) em 2007, quando terão início os novos mandatos para a Presidência da República e Governo Estadual.

No setor, o consumo de cimento e aço vergalhão servem como indicadores do aquecimento do mercado, assim como o índice de emprego na construção civil. A perspectiva de queda dos juros e de estabilidade econômica é fundamental para elevar o interesse por investimentos de longa duração, como os imóveis. Três variáveis importantes a serem analisadas pelo investidor são o volume de vendas (no trimestre ou no ano), o volume de lançamentos e a chamada “margem de backlog” (recebimento de parcelas de apartamentos que já foram vendidos). Todas as empresas costumam publicar as informações de “backlog”.


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