Bimestral   |   Editorial   |   Edição 150

Inconciliáveis

Os embates entre acionistas voltam aos holofotes. Interesses dissonantes, vaidades e apego ao poder sustentam decisões e provocam boas reflexões sobre a lei societária. Na Usiminas, frente à impossibilidade de uma convivência pacífica, Nippon e Ternium violam sistematicamente a concordância …



Os embates entre acionistas voltam aos holofotes. Interesses dissonantes, vaidades e apego ao poder sustentam decisões e provocam boas reflexões sobre a lei societária. Na Usiminas, frente à impossibilidade de uma convivência pacífica, Nippon e Ternium violam sistematicamente a concordância pactuada em acordo de acionistas. A situação expõe o parágrafo oitavo do artigo 118 da Lei das S.As., que vincula o voto do conselheiro às determinações do consenso dos acionistas que o indicaram. Quando não há entendimento, o artigo, introduzido pela última reforma da lei, é flagrado em sua inconsistência, como mostra a reportagem de Yuki Yokoi nesta edição.

Outra briga serial é a do ex-controlador do Pão de Açúcar Abilio Diniz com os novos donos do grupo, os franceses do Casino. Depois de um convívio impossível ter afastado Abilio da rede varejista — que mudou visivelmente, para analistas e consumidores, e também conforme os balanços —, os ex-sócios voltaram a brigar. Hoje concorrentes — Abilio tornou-se acionista e conselheiro do rival Carrefour —, eles disputam o apreço do cliente e se engalfinham em razão de contratos de locação de lojas.

Já no terreno da conciliação, sustentabilidade é um tema em relevo. Apoiado na hipótese de que os negócios dos mais admirados investidores brasileiros, os donos da Ambev e fundadores da 3G, estariam em desalinho com as marcas do século 21 — entre elas, gerações mais voltadas a propósito do que a dinheiro, consumidores desejosos de alimentos saudáveis e interesse por rótulos “artesanais” —, o jornalista Dubes Sônego mergulhou nas atividades da gestora, confrontando-as com as tendências e com as virtudes do seu modelo de gestão.

Ainda no ambiente de investimentos, a jornalista Andrea Vialli explora o oásis do momento aos olhos dos gestores fundamentalistas: a água. Os chamados “water funds” crescem rapidamente no mundo, baseados na aposta de que a commodity caminha para se tornar um bem precioso no futuro. Eles farejam, por exemplo, ações de companhias de saneamento e tratamento de água e de negócios que se destacam por uma afinada gestão hídrica. A escassez à vista, para eles, é uma oportunidade convidativa.


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