Aprovação ao padrão contábil global

Importantes economias e executivos reconhecem o valor do IFRS

A Caminho do IFRS - Deloitte/Edição 48 / 1 de agosto de 2007
Por     /    Versão para impressão Versão para impressão


O mundo caminha para a convergência das demonstrações contábeis. Seja em medidas implementadas a médio e longo prazos ou na adoção mais rápida por alguns países ou regiões, a aceitação do International Financial Report Standards (IFRS) é um fato que comprova a necessidade de integrar as demonstrações financeiras em todos os continentes.

Gestores que respondem por US$ 2,5 trilhões consideram prioritária a convergência entre os padrões US Gaap e IFRS, assim como a aceitação da norma internacional pela SEC para as demonstrações de emissores privados estrangeiros

As conseqüências desse movimento envolvem, principalmente, maior transparência para a tomada de decisão dos emissores e a avaliação de ativos e balanços das empresas transnacionais. Esses são motivos que justificam a aprovação do modelo e a implementação de medidas para a produção do relatório contábil conforme o padrão global. 

O processo de incorporação do IFRS como modelo de demonstração financeira concentra grande parte das discussões da área pelo mundo. No Brasil, a Instrução 457, confirmada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em julho, determina a publicação, pelas companhias abertas, dos balanços de acordo com as normas do International Accounting Standards Board (IASB) a partir do exercício de 2010. Essas empresas se juntarão às instituições financeiras nacionais, que também receberam o mesmo prazo para o início obrigatório da publicação das demonstrações contábeis em IFRS. 

Tal passo se soma à recente medida da Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos, que passou a aceitar demonstrações financeiras de emissores privados estrangeiros (FPIs) preparadas em IFRS, sem a necessidade de reconciliação aos padrões adotados naquele país. A Europa já exige o IFRS desde dezembro de 2005 para as empresas locais e ampliou, para até o fim de 2007, a obrigatoriedade da apresentação de demonstrações das organizações estrangeiras que mantêm negócios no continente. 

Os movimentos já concretos na Europa, a adoção feita recentemente nos Estados Unidos e a confirmação para vigorar a partir de 2010 no Brasil mostram que o IFRS vem consolidando seus passos. Na mesma medida da aceitação pelo mundo, o instituto International Corporate Governance Network (ICGN) ouviu de executivos associados dos Estados Unidos e da Europa, que somados administram mais de US$ 2,5 trilhões, a aprovação ao IFRS e à integração da norma internacional pela Securities and Exchange Commission para as demonstrações de investidores privados estrangeiros. Para a grande maioria dos pesquisados, a integração do padrão norte-americano US Gaap, por parte da SEC, às normas do IFRS é uma atitude prioritária. 

Grandes passos vêm sendo dados para a construção de uma leitura contábil global. Os mercados sinalizam com bons olhos ao novo modelo que, aos poucos, avança em importantes economias do mundo. Dessa forma, novos caminhos se abrem para a construção de um mapa que permita a visualização integral dos valores, das receitas e dos pareceres sobre as práticas contábeis em pontos distintos do planeta. 




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie

Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Questão de escolha
Próxima matéria
Mudança de padrão



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.




Leia também
Questão de escolha
Certa vez, na história do mercado de capitais brasileiro, descobriu-se que as ações preferenciais não eram uma boa para...
{"cart_token":"","hash":"","cart_data":""}