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A chance de um Brasil corporativo
Nós, gestores, continuaremos a apoiar empresas emergentes como a forma mais nobre do capitalismo

Felizmente, com a taxa de juros em franca queda desde 2003, o Brasil tem a chance real de viver num mercado de capitais verdadeiro. Digo verdadeiro, pois a nossa geração cresceu ofuscada por um mercado no qual a renda fixa se restringia ao overnight e a renda variável, a algumas poucas ações concentrando 70% a 80% do volume diário de negociações. Durante décadas, esse giro em falso do dinheiro não gerou produção, empregos ou divisa fiscal.

Mas agora parecemos estar diante de um Brasil corporativo, pronto para recuperar o atraso ao qual fomos submetidos por inúmeros governos reféns de inflação galopante e gastos descontrolados. Nele temos a figura de um novo mercado de capitais, calcado em seus dois pilares clássicos: (i) renda fixa, com o mercado de dívida, de alavancagem positiva, de capital de giro e financiamento à produção; aplicação de longo prazo com taxas de retornos superiores às aplicações de curto prazo; (ii) renda variável, com um ótimo mercado para abertura de capital e financiamento de novos investimentos. Mais da metade das empresas que abriram o capital nos últimos anos, tiveram participação de fundos apoiando as empresas.

Diante desse “mercado novo”, temos também a chance de desenvolver o investimento em participações, que prepara empresas desde seu nascimento e as acompanha nas diferentes fases de seu crescimento para a eventual abertura de capital. Em qualquer uma destas fases, além dos recursos, os fundos de participação contribuem com uma estrutura profissional e induzem ao respeito à regra de “uma ação, um voto”, à governança corporativa, à legalidade na contratação de mão de obra e ao respeito fiscal, além de promover retornos elevados para os investidores.

Nos Estados Unidos, os dados mais recentes mostram que a criação de emprego é real e alavanca crescimento nos países que dispõem de uma indústria de Capital de Investimento Produtivo eficiente. Isso se deve ao círculo virtuoso criado pela transferência da inovação gerada em centros de excelência para a sociedade, trazendo mais consumo, empregos, divisas fiscais e, portanto, crescimento sustentável.

Lá, as empresas apoiadas por fundos venture capital tiveram, entre 2000 e 2003, um crescimento no numero de empregos de 6,5%, enquanto as não-apoiadas apresentaram queda de 2,5%. Em vendas, aumento de 12% e de 6,5%, respectivamente. Iniciado de forma organizada na década de 60, o venture capital empregou, por meio de suas empresas investidas, 9,4% dos trabalhadores americanos, ou 9,6% do total das vendas.

Não há ainda no Brasil estatística oficial. Mas, caso usássemos a mesma relação de capital investido para geração de empregos dos EUA, poderíamos, a partir do censo do CEPE/FGV, estimar uma criação, entre 1999 e 2004, no Brasil, de cerca de 15 mil empregos diretos, todos altamente qualificados. Lembrando que, neste período, praticamente não houve investimento novo de fundos de venture capital.

Louvem-se as iniciativas de agências multilaterais, órgãos de fomento e bancos de desenvolvimento que se dispuseram a investir em fundos de participação no País no momento em que os gestores estiveram à mingua. Mas ainda falta uma classe fundamental de agente econômico nesta equação: os fundos de pensão. Estamos, portanto, no caminho certo. De nossa parte, nós, gestores de fundos de investimento de capital produtivo, continuaremos a apoiar empresas emergentes como a forma mais nobre do capitalismo, gerando empregos, divisa fiscal e, em última instância, crescimento sustentável de longo prazo.


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