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O ano imperdível

Se algum especialista em mercado de capitais tiver decidido tirar umas férias durante todo o ano 2006, aqui vai um aviso: talvez seja melhor pensar em prolongar as férias. Ou, então, começar já a arregaçar as mangas, porque vai dar trabalho decifrar a nova realidade. Se o que ele conhecia até então era um mercado feito de controladores e minoritários, por exemplo, bem… melhor explicar logo que as coisas não são mais exatamente assim. Existe agora uma figura chamada de controlador minoritário (sim, acredite se quiser), que seria, basicamente, alguém com poder de controle, mas sem a maioria do capital. Pegou?

Na verdade, esse acionista tem o que se pode chamar de “controle de fato”, ou seja, ele controla na prática, mas não no papel. E se ele vender sua posição, isso significa que os outros acionistas vão ter direito a tag along? Isso depende. Se esta companhia estiver no Novo Mercado, sim, o tag along, ao menos teoricamente, se aplica. Só tem um probleminha: se esta mesma companhia tiver uma tal de poison pill — novidade que o nosso especialista pós-férias, à esta altura já começando a se estressar, não deve conhecer —, é possível que, no lugar do tag along, se aplique a oferta prevista na pílula venenosa, como mostra a reportagem de capa desta edição, a partir da página 62. Tudo vai depender de qual dos dois (a poison pill ou o tag along) será considerado prejudicial ao acionista.

E não pára por aí. É muito provável que nosso especialista ainda se lembre do conceito uma ação, um voto, sempre apregoado pelos defensores das boas práticas de governança. Pois bem, então temos uma boa notícia: agora, a maior parte das empresas que chegam à bolsa tem somente ações ordinárias. “Que ótimo, então agora todas essas ações têm direito a voto?”, pergunta ele, entusiasmado. Mais ou menos. Algumas dessas companhias têm em seu estatuto social uma cláusula que limita o poder de voto independentemente do número de ações. “Então, é possível que um acionista tenha 20% das ações e somente 10% dos votos?”, indaga a nossa vítima. Sim, é isso mesmo. Essa história de uma ação, um voto, pelo menos no Brasil, já era.

“E no resto do mundo, como estão as coisas”? Também diferentes, caro especialista. Quem considerava os Estados Unidos o sonho de consumo de qualquer companhia aberta já pode começar a revisar seus conceitos. Mercados como Londres e Hong Kong cresceram fortemente nos últimos meses e a surpreendente China já é o maior mercado de IPOs do mundo — os EUA, diga-se de passagem, têm apenas o terceiro lugar.

Como se vê, o ano de 2006 foi mesmo imperdível para os mercados de capitais no Brasil e no mundo. E a ótima notícia é que, com tantas novidades, eles estão cada vez mais intrigantes. Antes de se preparar para encarar este mundo novo (se admirável, ou não, só o tempo vai dizer), talvez seja melhor relaxar e aproveitar as festas de final de ano. Aliás, é isso o que desejamos a todos os nossos leitores. Feliz 2007!


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