China supera Londres e já é o maior mercado mundial de IPOs

Internacional / Edição 40 / 1 de dezembro de 2006
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A oferta inicial de ações (IPO) do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), em outubro, entra para a história não só como a maior captação realizada até agora — R$ 21,9 bilhões, incluindo o lote suplementar (green shoe) —, mas também como a que pôs o mercado chinês à frente do inglês e do norte-americano no ranking das maiores fontes de capital para IPOs. Até o fim de outubro, as bolsas de Xangai, Shenzen e Hong Kong levantaram, juntas, US$ 43,1 bilhões. No mesmo período, a Bolsa de Londres (somadas as ofertas do mercado principal e do AIM, voltado às companhias de pequeno e médio porte) captou US$ 40,5 bilhões; montante que foi de US$ 38,3 bilhões nos EUA, combinadas as cifras da Bolsa de Nova York, da Nasdaq e da American Stock Exchange (a segunda maior bolsa de opções do mundo).

Há cinco anos, China e EUA ocupavam posições exatamente contrárias. Segundo a provedora inglesa de serviços de informação Dealogic, os EUA captaram US$ 46 bilhões, Londres US$ 14 bilhões e a China, US$ 7,3 bilhões. A inversão é ainda mais surpreendente se consideradas as restrições à participação internacional em Xangai e Shenzen. Salvo algumas poucas instituições norte-americanas e européias autorizadas pelo governo a negociar ações nessas bolsas, os estrangeiros só podem adquirir papéis de companhias chinesas em Hong Kong. Por sua vez, os cidadãos chineses são proibidos de investir em bolsas de fora do país.

Ian Canton, diretor de mercado de capitais do Banco Merrill Lynch Ásia, disse ao jornal Financial Times que a operação do ICBC mostrou que os investidores locais têm participado cada vez mais dos lançamentos em bolsa. Esse crescimento fica evidente quando analisados os números de Xangai, uma vez que lá só podem investir os chineses: os seis IPOs deste ano movimentaram US$ 8,6 bilhões.


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