Perdendo o lugar

Cai a participação dos grandes bancos na assessoria a operações de fusões e aquisições

Edição 39 / 1 de novembro de 2006
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A proporção de operações de fusão e aquisição (M&A) realizadas de maneira independente, sem o aconselhamento de um banco de investimentos, cresceu significativamente desde o início da década — passando de 16% para 21%, de acordo com dados coletados pela provedora inglesa de serviços de informação Dealogic e divulgados em setembro. Analisados por quantidade de negócios realizados, os números revelam que a maioria (83%) já não passa pelos bancos. A pesquisa tem como base as operações realizadas nos principais países dos cinco continentes em que a Dealogic atua.

A queda se deve, principalmente, a uma apreensão dos executivos das companhias compradoras quanto à isenção das recomendações feitas para as aquisições de menor porte ou menos complexas do ponto de vista financeiro. Como os bancos são remunerados pelos serviços de estruturação e por uma taxa de sucesso, calculada como um percentual das operações efetivamente realizadas, eles suspeitam de uma pressão maior pelo fechamento do negócio.

Com o alcance global e o acesso aos dados de potenciais alvos facilitado pelo crescimento das práticas de transparência, as compradoras sentem que dependem menos de aconselhamento estratégico e valorizam mais a capacidade de execução do que a mística ou o selo de credibilidade conferido por um banco internacional.

O aumento no tamanho médio das operações também contribuiu para tornar esse modelo de remuneração menos atrativo. Muitas companhias têm optado por sistemas de remuneração por hora, como os utilizados por escritórios de advocacia, ou mesmo por um preço fechado. Com isso, tem crescido o número de companhias que substituem os bancos de investimento por consultorias ou mesmo as chamadas butiques de investimento (instituições financeiras locais com forte atuação no aconselhamento de investidores individuais de alta renda).


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