Índia vira o jogo das aquisições e já compra mais do que vende

Internacional / Edição 39 / 1 de novembro de 2006
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Pela primeira vez, o valor das aquisições internacionais realizadas por companhias indianas superou o investido por estrangeiras na compra de empresas nacionais. A última novidade foi o aceite da anglo-holandesa Corus à oferta hostil de U$ 8,1 bilhões colocada pela Tata Steel, que ocupa o posto de maior aquisição fora da Índia já realizada por uma companhia 100% nacional. A concorrente Mittal, com sua oferta de US$ 23 bilhões pela Arcelor não entra na comparação, pois fica sediada em Amsterdã. O valor da operação realizada pela Tata supera até mesmo o total investido nas 115 aquisições que foram anunciadas até o final de setembro: US$ 7,4 bilhões.

As operações não se limitam às do setor siderúrgico. Indústrias como as farmacêutica e de Tecnologia de Informação (TI) também concentram grandes negócios. Uma das três maiores companhias de TI do país, a Wipro, comprou este ano empresas de porte relevante em Portugal, na Finlândia e na Califórnia. A Ranbaxy, maior farmacêutica indiana, comprou o braço de medicamentos genéricos da GlaxoSmithKline na Espanha, e uma das maiores indústrias do segmento na Bélgica, a Ethimed.

As compras são estimuladas pelo forte crescimento econômico, pela disponibilidade de crédito e pela pressão por ganhos de escala para uma competição global. Boa parte dessas operações é realizada com recursos financiados (leveraged buyouts) e foi iniciada por meio de ofertas hostis de aquisição de controle.


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