Gestão de projetos: da ameaça à oportunidade

Ações inadequadas e mudanças de rumo não planejadas podem comprometer resultados e ameaçar o negócio

Gestão de Riscos - Seguros e Riscos Financeiros / Edição 39 / 1 de novembro de 2006
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Um empreendimento gera os resultados esperados quando há o acompanhamento de todo o seu ciclo de vida

De todas as disciplinas de controle necessárias para uma boa administração de programas e projetos, a gestão de riscos é fator crítico, na medida em que minimiza a possibilidade de falhas no cumprimento de prazos, alocação de recursos humanos, contratações, aquisições e controle de qualidade. De fato, a prática nos mostra que ações inadequadas e mudanças de rumo não planejadas comprometem resultados e são uma ameaça para a sobrevivência do negócio.

Do ponto de vista conceitual, podemos entender um projeto como toda iniciativa produtiva com objetivos e ações definidas, metodologia, prazos e para a qual existe possibilidade de sucesso (por exemplo, projetos para implantação de infra-estrutura, inovação tecnológica, reestruturação corporativa, expansão geográfica, terceirização de serviços, entre outros). Em um ambiente competitivo e em constante mudança, porém, um empreendimento somente irá gerar os resultados esperados por seus patrocinadores se houver, de fato, um acompanhamento adequado ao longo de todo o seu ciclo de vida – da concepção e do planejamento à execução, ao controle e ao encerramento.

Mesmo que a pressão para obter retorno rápido seja grande, não se pode perder o foco. Ao mesmo tempo, é preciso que o processo de gestão seja dinâmico e contemple o monitoramento e a avaliação de cenários, a orientação quanto à necessidade de mudanças e a geração de novos indicadores, para informar os gestores antecipadamente sobre a necessidade de adaptação do projeto a uma nova realidade.

É preciso que o processo de gestão seja dinâmico e contemple o monitoramento e a avaliação de cenários

Mas, infelizmente, o que se percebe na prática é que muitos patrocinadores e equipes de projetos não se preparam de maneira adequada para os eventos de risco por não estarem capacitados a gerir cenários de incertezas. E não me refiro apenas a ameaças. Falo também de oportunidades, seja na forma de sinergias com outros projetos ou parceiros, seja na otimização de custos, prazos e melhoria da qualidade do trabalho. É sobre todas essas variáveis que o gestor de riscos deve debruçar, alertando e orientando a organização sobre cenários possíveis.

Importante nesse processo é o estabelecimento de uma metodologia de referência com base em boas práticas internacionais, além da estruturação de um programa de capacitação para os gestores e de um plano de comunicação eficiente. Essa metodologia deve ser capaz de contemplar todas as variáveis relacionadas ao empreendimento, de maneira a antever os eventos de risco. Afinal, quando a organização administra de forma integrada os riscos inerentes aos seus projetos, obtém o retorno esperado em seus investimentos e passa naturalmente a externar a percepção de que atua com eficiência, segurança, controle e responsabilidade.



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