Bom momento para os esperados “leveraged buyouts”

Edição 38 / 1 de outubro de 2006
Por 


Histórias de grandes aquisições feitas com recursos financiados (leveraged buyouts) que acabaram em falência ficaram famosas nos Estados Unidos na década de 80 e contribuíram para a má fama desse tipo de operação. A quebradeira foi provocada pelo alto custo dos empréstimos e por índices de alavancagem (endividamento) próximos de 100%. Combinados, colocavam a companhia numa situação em que sua capacidade de geração de caixa não era suficiente para honrar o montante devido.
Rui Silva, superintendente executivo de mercado de capitais do Banco Real ABN Amro, afirma que o momento brasileiro pode estimular o surgimento dessas operações, e com perspectivas bem diferentes, por algumas razões.

Setores com alto potencial de consolidação (como siderurgia, açúcar e álcool e celulose) contam com companhias altamente competitivas e boas chances de sair às compras. Elas dispõem agora de uma maior gama de instrumentos financeiros, já que os títulos de dívida com prazo longo têm encontrado boa demanda internacional, e a retomada das emissões de ações oferece outra oportunidade de captação. Novos públicos, como os asiáticos, demonstram interesse crescente por títulos brasileiros, o que pode ampliar a liquidez do mercado. Por fim, a perspectiva de queda na taxa de juros deve baratear o custo dos financiamentos, trazendo ainda mais liquidez.

O ABN Amro abriu uma linha de empréstimo de R$ 4 bilhões à Sadia para sua tentativa de compra da Perdigão. Se a negociação tivesse prosperado, esta seria a primeira operação de leveraged buyout. Agora, o próximo caso pode ser o da Companhia Vale do Rio Doce, que em agosto fez uma oferta de compra bilionária, em dinheiro, pela Inco. A Arcelor Brasil também já declarou que pretende sustentar seus planos de expansão aumentando o endividamento. Quando se trata de liquidez, afirma Silva, “o melhor é aproveitar enquanto há”.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a algumas reportagens.

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} reportagens gratuitas

Seja um assinante!

Você atingiu o limite de reportagens gratuitas. Que tal se tornar nosso assinante? Além do acesso ao mais especializado conteúdo do mercado de capitais, você terá descontos de até 30% em nossos encontros e cursos. Aproveite!


Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie

Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Setor de saúde amplia seus representantes na bolsa
Próxima matéria
O capital humano da empresa familiar




Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Leia também
Setor de saúde amplia seus representantes na bolsa
A chegada de novos setores à bolsa brasileira é uma característica da retomada de ofertas iniciais de ações...