Depois do IPO, hora de lançar debêntures

Edição 33 / 1 de maio de 2006
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A receita de emitir debêntures logo após a oferta inicial de ações (IPO) tem sido adotada por um bom número de companhias que desembarcaram no mercado de capitais de 2004 para cá. As operações mais recentes foram as da operadora de televisão a cabo Vivax e da rede de laboratórios Diagnósticos da América (Dasa). No ano passado, a Localiza também se valeu da medida, igualmente adotada em 2004 por ALL e a CPFL.

O movimento é encarado por gestores financeiros como uma solução natural de equacionamento do custo de capital, visto que, após uma emissão de ações, a proporção de recursos dos acionistas (capital próprio) pode ficar muito elevada e a saída mais adequada é ampliar a participação do capital de terceiros. “A debênture é o mais eficiente título de crédito disponível para as companhias abertas brasileiras e o de mais fácil aceitação junto aos grandes investidores institucionais”, opina Átila Noaldo, superintendente de mercado de capitais do banco de investimento Banif Primus.

Como se trata de um instrumento de captação de recursos de longo prazo, contribui para o incremento dos principais indicadores financeiros e se reflete na melhoria do risco de crédito que é atribuído à companhia.




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