Promessas confirmadas

Editorial / Edição 28 / 1 de dezembro de 2005
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O ano 2005 começou embalado pelo bom humor que herdou de 2004. Cheio de promessas por conta da retomada iniciada no ano anterior, respondeu à altura e, provavelmente, até superou as expectativas dos mais céticos.

Oito novas companhias (incluindo-se UOL, esperada para dezembro) colocaram suas marcas no pregão da bolsa paulista e outras nove já listadas fizeram ofertas de ações ao mercado, totalizando mais de R$ 9 bilhões. Cerca de 50 mil investidores pessoas físicas aplicaram suas poupanças nessas novas ações, embora a maior parcela das aquisições tenha ficado por conta dos investidores estrangeiros – que proveram, em média, 62% dos recursos captados, conforme tendência apontada desde 2004.

O movimento não ficou restrito ao mercado de ações. Pelo contrário, foi ainda mais agitado no campo das debêntures, que atingiram R$ 39,9 bilhões em novas emissões ao final de novembro, quatro vezes mais que os R$ 9,6 bilhões de 2004. Considerando-se todos os veículos do mercado de capitais privado, os R$ 29,2 bilhões de 2004 dobraram e chegaram a R$ 65,9 bilhões este ano (entre operações primárias e secundárias), com destaque para os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que saíram de R$ 403 milhões para R$ 1 bilhão, e os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, que passaram de R$ 5,1 bilhões para US$ 8,3 bilhões.

Tudo isso em meio a condições políticas adversas, com direito a denúncias graves de corrupção, queda de líderes políticos e ameaças à permanência no cargo do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Um ambiente que restringiu o crescimento do País a menos de 3% no ano, manteve elevadas as taxas de juros, mas não foi suficiente para arruinar o ambiente econômico, afastar os investidores afoitos pelo risco de países emergentes ou mesmo interromper o bom momento do mercado de capitais.

Com o adiamento de prazos para investigações das CPIs e as eleições federais e estaduais a caminho, as perspectivas não indicam calma no cenário político em 2006. Para o mercado de capitais, depois das conquistas de 2005, surge um ano com potencial para uma série de aperfeiçoamentos decorrentes das experiências vividas nesse período de glória. Alguns deles já em pauta e tratados nesta edição, como os ajustes a serem promovidos pela Comissão de Valores Mobiliários na instrução que foi alicerce para as ofertas públicas que tanto animaram o mercado (Instrução 400) e as reformulações propostas pela Bovespa para os seus segmentos especiais de listagem – assuntos que você encontrará em reportagens que começam nas páginas 18 e 52, respectivamente. Aos nossos leitores, desejamos uma passagem de ano com grandes comemorações.


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