Empresas de internet dispensam aportes de venture capital

Internacional / Edição 28 / 1 de dezembro de 2005
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ed28_p050-051_pag_2_img_001As novas companhias de internet vêm sendo construídas com investimentos infinitamente menores (aproximadamente 1/10) do que as suas similares há cinco anos. E por isso mesmo já consideram os recursos provenientes da indústria de capital de risco — empresas de venture capital, em especial — como quase supérfluos, segundo opiniões coletadas pelo VentureOne, instituto de pesquisa para a indústria de capital de risco. Muitas delas prestam serviços on-line como o compartilhamento de fotografias, disponibilização de softwares e sistemas de publicação de blogs (espécie de diários na internet) e usufruem de custos bem menores de armazenagem e banda, além da facilidade de terceirizar serviços para programadores em países emergentes como Índia e Hungria.

Mas os custos mais baixos não são a única razão para o que vem ocorrendo: a principal motivação dos empreendedores que recusam boas ofertas é a possibilidade de venda para gigantes de comunicação e da internet. Em exemplo recente, o Flickr (serviço de compartilhamento de imagens), após recusar várias ofertas, foi vendido para o Yahoo por um valor que pessoas próximas à operação declaram ser de US$ 25 milhões, bem acima das propostas que até então vinha recebendo. O total investido pelo casal de proprietários ao longo de pouco mais de três anos de existência do empreendimento foi US$ 200 mil.

Os investimentos totais de venture capital realizados em 2005 chegaram a US$ 16,2 bilhões no encerramento do terceiro trimestre, montante bem inferior aos US$ 95 bilhões destinados a start-ups no início da década, mas animador em relação aos US$ 21 bilhões distribuídos ao longo de 2004.


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