Cai o interesse da Europa por aquisições nos EUA

Internacional / Edição 27 / 1 de novembro de 2005
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Dados da Thomson Financial revelam que o volume global de negócios movimentado por fusões e aquisições (M&A) até o fim do terceiro trimestre é de US$ 1,88 trilhões, o maior registrado nos últimos cinco anos. Juntos, os EUA e a União Européia são responsáveis por 80% deste total, enquanto o Japão e países da Ásia e do Pacífico ficam com outros 16%.

No entanto, o aquecimento da atividade não se estende às operações internacionais: a participação dos norte-americanos em negócios na Europa ainda é pequena e o inverso é significativamente menor. Números apurados pela agência Bloomberg sobre a atividade em 2005 mostram que os compradores europeus ficam com a maior fatia das transações no Reino Unido – 42,8% a cargo dos próprios britânicos, 26% dos franceses e alemães e apenas 8% dos norte-americanos.

Das transações registradas nos EUA, 76,5% foram realizadas por compradores nacionais e só 5,7% por europeus. Este magro percentual engloba investimentos holandeses, britânicos, alemães e franceses que, a despeito das taxas de câmbio favoráveis e de uma crescente predisposição para investir fora da União Européia, não mostram grande interesse no mercado norte-americano.

De acordo com a análise de Jeremy Dickens, sócio do escritório londrino da Weil Gotshal & Manges (consultoria legal líder em operações internacionais), a relutância européia é fruto das barreiras colocadas pela SOX às aquisições baseadas em compra de ações e à apreensão provocada pelo histórico agressivo de litígios nos EUA. Na opinião do advogado, fatores como o crescimento do déficit em conta corrente e o profundo endividamento nacional também contribuem para a percepção de vulnerabilidade daquela economia.


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