Braskem rebaixa projeções e faz anúncio ao mercado

Edição 27 / 1 de novembro de 2005
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Quem segue de perto o desempenho do setor petroquímico já podia prever que a pressão exercida pela alta do petróleo e pela desvalorização do dólar frente ao real influenciaria os resultados da Braskem. Mas a companhia preferiu ter certeza de que seus analistas estariam cientes da dimensão dos prejuízos causados por essas duas variáveis.

A quase três semanas da data prevista para a divulgação do balanço, a petroquímica surpreendeu o mercado ao comunicar os valores previstos para redução em seu resultado operacional do terceiro trimestre: R$ 50 milhões foram levados por 6% de valorização da moeda nacional, outros R$ 100 milhões pelos 18% de reajuste da nafta e cerca de R$ 80 milhões pela redução de preços que as resinas tiveram no mercado interno (9%, aproximadamente). Mas o impacto positivo do incremento de 11% no volume de vendas equilibrou a equação, e a estimativa passou a ser de que o resultado operacional fechasse positivo em R$ 220 milhões, contra R$ 570 milhões do segundo trimestre. As ações da Braskem registraram queda de 4,87% no dia do comunicado.

A prática de guiar as projeções do mercado, conhecida como guidance, é hoje adotada por 71% das empresas listadas na Bolsa de Valores de Nova York, segundo uma pesquisa divulgada pelo National Investor Relations Institute (Niri) em março deste ano. Mas ainda é pouco comum e até considerada controversa no Brasil, por conta dos desvios que a volatilidade de cenários pode trazer para as estimativas divulgadas pelos RIs.

Além da Gol Linhas Aéreas – que divulga estimativas de receita e lucro líquidos, percentuais da margem operacional e do EBITDAR, revisando-as a cada trimestre -, duas recém-chegadas à Bolsa adotam a prática de guidance: Lojas Renner e Obrascón Huarte Laín (OHL), empresa de concessões rodoviárias. Outras companhias brasileiras divulgam projeções básicas, como expectativas de faturamento e exportação, produção física e operações de crédito. É o caso de Bradesco, Pão de Açúcar, Suzano e Aracruz.


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