Novo Combined Code amplia independência dos conselhos ingleses

Internacional / Edição 24 / 1 de agosto de 2005
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Os conselhos de administração britânicos estão mais independentes, segundo as conclusões da consultoria Independence Audit Limited após a análise de 84 relatórios anuais de empresas do FTSE 100, publicados entre novembro de 2004 e junho deste ano. Visando atender às regras estabelecidas pelo novo Combined Code – código de governança inglês – implementado há um ano, um terço dos conselhos aumentou o número ou a proporção de membros independentes nesse período. Da amostra, 12% declararam que não estão cumprindo a exigência do código de ter, pelo menos, metade do conselho composto por membros independentes.

Pela regra inglesa, as companhias devem reportar nos relatórios anuais sua adequação ao código de governança e justificar-se sobre os princípios não cumpridos. No item sobre a independência dos conselheiros, elas claramente despenderam esforços para defender seu critério de independência, especialmente no caso dos conselheiros mais antigos.

O código requer que um comitê de nomeação descreva suas atividades no relatório e explique os procedimentos adotados para escolha de novos conselheiros. Segundo a pesquisa, 87% das companhias nomearam pessoas novas, mas um quarto delas não deu descrição do processo. Entre as que fizeram a descrição, a maioria parece ter adotado um simples extrato de um manual de procedimentos internos.

A pesquisa analisou, também, as informações divulgadas sobre os trabalhos dos comitês de auditoria. De acordo com dados da consultoria, 81% dos comitês tinham, no mínimo, um membro com experiência recente e relevante no segmento financeiro, conforme determinado pelo código, mas apenas 40% deles apresentavam informações suficientes para que os investidores fizessem a avaliação da qualificação desses profissionais.

No geral, a consultoria avaliou que as companhias perderam a oportunidade de refletir sobre o que seus leitores realmente gostariam de saber e focar-se nas questões mais interessantes. “Infelizmente, não houve um único relatório completamente satisfatório.”, declarou Lord Currie, presidente da consultoria.


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