Governança pode não passar de puro marketing

Edição 24 / 1 de agosto de 2005
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Atenção, investidores. A fama que as boas práticas de governança corporativa vem ganhando nos últimos anos, motivada pelo interesse dos investidores em ver seus interesses alinhados com os dos controladores e gestores, pode fazer com que companhias recorram a este conceito por pura jogada de marketing.

Quem se lembra que o Banco Santos, antes de revelar um astronômico rombo em seu patrimônio, declarava na imprensa seus planos de aprimorar as práticas de governança e abrir seu capital? A companhia de bebidas Schincariol, que teve seus principais dirigentes presos por acusação de fraude ao Fisco recentemente, também havia manifestado seu interesse em aderir às melhores práticas de governança corporativa. A lista pode ser incrementada pela Varig que, além dos problemas de gestão e das dificuldades financeiras, foi excluída do nível 1 de governança da Bovespa por não cumprir o mais básico dos deveres de uma companhia aberta: apresentar seus balanços em dia.

Associar a imagem da companhia à governança pode ser uma forma de valorizá-la perante o mercado e até de conseguir um bom disfarce para esconder questões mais obscuras. Portanto, todo cuidado é pouco. Cabe ao investidor procurar conhecer a fundo de que governança a companhia está falando e como ela funciona na prática. Deixar-se iludir por um discurso supostamente moderno e bem intencionado pode ser arriscado.


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