Especialistas defendem padronização do Ebitda

Edição 24 / 1 de agosto de 2005
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ed24_p008-009_pag_2_img_001Desde que os analistas de balanços passaram a desprezar os eventos puramente contábeis para se concentrar naqueles que influenciam efetivamente o caixa, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) tornou-se muito mais relevante do que o lucro líquido. Mas a falta de padronização no cálculo deste indicador vem incomodando os profissionais do mercado, segundo uma pesquisa realizada pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais de São Paulo (Apimec-SP). Segundo 90% dos analistas, a maior padronização do Ebitda facilitaria a leitura e a comparabilidade essencial para análise dos investimentos. Entre os 10% que discordaram dessa idéia, a justificativa foi a falta de significado do Ebtida, considerado por estes entrevistados um índice de desserviço, que mistura informações em regimes diferentes.

No quesito divulgação dos demonstrativos financeiros, 93% dos entrevistados afirmaram que os Informativos Anuais (IAN) devem conter as mesmas informações constantes do 20-F – formulário exigido pela Securities and Exchange Commission (SEC). Para os analistas, não deveria haver diferenças entre o que é apresentado para investidores locais e estrangeiros.

Outro ponto quase unânime foi a necessidade de padronização no cálculo dos ajustes a valor presente de ativos e passivos. Os 83% que concordaram com a eqüalização desta regra utilizaram como argumentos a maior comparabilidade que a medida traria, a transparência de critérios e a menor possibilidade de distorções dos valores, que passariam a ser mais condizentes com a realidade no momento que forem registrados. A minoria que não concorda com a padronização alegou que esses cálculos dependem de indexadores e variáveis diferentes para cada empresa, e afirmou que cabe ao analista avaliar cada caso.


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