Gestão de recursos com finanças corporativas?

Edição 23 / 1 de julho de 2005
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Algumas gestoras de fundos de investimento estão vislumbrando novas oportunidades de negócio na área de finanças corporativas – fusões e aquisições, emissões de títulos, etc. A Stratus Investimentos firmou, recentemente, parceria com o grupo Integritas para atuar neste nicho, com a intenção de trabalhar tanto na estruturação de operações, como na assessoria e consultoria financeira. Segundo Mark Abrams, sócio do Stratus Banco de Negócios, o foco é atender clientes do chamado “midle market”, aqueles que não atraem a atenção dos grandes bancos de investimento e nem conseguem ser atendidos pelas boutiques, com estruturas menores e capacidade restrita para realizar diversas transações ao mesmo tempo.

Abrams acredita que o fato de eles atuarem nas duas áreas – gestão de fundos de capital de risco e prestação de serviços para companhias – só traz benefícios, uma vez que os segmentos são complementares. “Há uma sinergia, pois as oportunidades que aparecem de um lado podem ser de interesse do outro”, afirma. Esta situação, na avaliação do executivo, não configura conflito de interesses. “Se uma empresa do fundo precisar de serviços para assuntos corporativos, ela terá total liberdade para escolher com quem trabalhar, o que não impede que o Stratus Banco de Negócios possa participar da concorrência”, diz Abrams. Desde abril, o grupo concluiu operações para três clientes e atualmente conta com dez novas operações em curso.

Já Fernando Luiz Camargo, sócio da Orbe Investimentos, que também atua em gestão de fundos e finanças corporativas, está descrente de que haja espaço para os gestores independentes nesta seara. Para Camargo, os gestores acabam tendo como concorrentes, na briga pelo “middle market”, as grandes e médias consultorias. “Existem muitos players que, às vezes, nem aparecem nas estatísticas”, afirma. Ele lembra que as consultorias, especialmente as de grande porte e as firmas de auditoria, levam a vantagem de contar com estruturas que permitem arcar com os custos enquanto as operações, normalmente longas, não saem. Nos últimos três anos, a Orbe fechou cerca de 60 negócios na área de finanças corporativas, quantidade que Camargo considera baixa para os padrões de lucratividade desejados.


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