Índice social lança debate sobre critérios de seleção

Edição 20 / 1 de abril de 2005
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O novo índice de sustentabilidade da Bolsa de Valores de São Paulo, que elege empresas socialmente responsáveis, deverá sair do forno em breve. Mas ainda há pontos polêmicos da metodologia sendo avaliados. O principal deles é se empresas de produtos considerados nocivos à sociedade, como fumo, bebidas alcoólicas ou armas, deveriam ser excluídas automaticamente do índice ou entrar na avaliação com penalidades previstas devido aos aspectos negativos do negócio. A bolsa irá realizar reunião no começo deste mês para chegar a um veredicto sobre o assunto.

Para Luiz Ribeiro, representante do International Finance Corporation (IFC) no conselho deliberativo da Bovespa responsável pelo projeto, o índice social é a melhor forma de incentivar aqueles que agem de maneira correta com o meio ambiente e a comunidade e de estimular os que têm problemas a melhora-los. Índices sociais já são utilizados em vários países e seguidos por investidores que _ buscam oportunidades nos papéis de companhias consideradas socialmente responsáveis.

Um dos mais famosos, o Dow Jones Sustainability Index, não faz restrição à entrada de qualquer empresa. Mas, ao atender pedidos de clientes, cria subíndices customizados em que os investidores especificam as exclusões que desejam. Na descrição da metodologia aplicada, explica-se que a opção por incluir qualquer empresa permite que os investidores tenham flexibilidade para diversificar suas carteiras e para fazer as exclusões que considerarem pertinentes. Contemplar todas as empresas permite ainda, segundo a Dow Jones, que se crie um incentivo para aprimorar sua performance em termos de sustentabilidade.

João Sucupira, coordenador de transparência e responsabilidade social do Instituto Brasileiro de Análise Sociais e Econômicas (Ibase), defende que as empresas de tabaco e bebidas alcoólicas sejam excluídas para que o índice tenha mais credibilidade. Ele lembra que os fundos socialmente responsáveis já não admitem essas empresas em suas carteiras.

Por outro lado, a Abrasca e as companhias afetadas entendem que o índice poderá ferir o interesse de alguns dos seus associados que, ao serem excluídos, venham a ter sua imagem prejudicada. Segundo a assessoria de imprensa da Abrasca, a entidade não é contra o índice e, ao contrário, o considera parte da evolução do mercado. Porém, quer mais espaço para participar do debate sobre as regras de implementação. A associação enviou uma carta ao conselho da bolsa paulista pedindo esclarecimentos sobre a metodologia.


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