Eternit vai ao nível 2 com ajustes no regulamento

Edição 15 / 1 de novembro de 2004
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A Eternit espera entrar ainda em novembro no nível 2 da Bovespa, segmento de listagem que exige práticas diferenciadas de governança corporativa. A princípio, a companhia planejava listar suas ações no Novo Mercado – decisão que chegou a ser aprovada em assembléia de acionistas. Mas optou pelo nível 2 porque, na conversão das ações preferenciais em ordinárias, exigência do Novo Mercado, não conseguiu a adesão de todos os acionistas (25% não aceitaram trocar os papéis). Uma alternativa teria sido utilizar recursos da companhia para realizar um resgate compulsório das ações. “Mas preferimos aguardar uma segunda oportunidade em que todos os acionistas participem voluntariamente”, afirma Elio Martins, presidente da companhia, que planeja incentivar uma nova troca por ações ordinárias futuramente. Outra idéia do executivo é contratar uma corretora para atuar como market maker e ampliar a liquidez das ações.

A fabricante de telhas e caixas d´água à base de amianto tem uma composição acionária bastante distinta dos padrões brasileiros. Seu maior acionista, a Bahema Participações, tem 11,5% do capital total. Adaptado às situações de controle concentrado, o regulamento da Bovespa para o nível 2 terá de receber alguns ajustes, especialmente no que diz respeito às situações de oferta pública e conflitos de interesse. “Estamos ajustando o regulamento para que o tratamento eqüitativo dos acionistas seja garantido caso a companhia venha o ter o controle concentrado algum dia”, explica Maria Helena Santana, superintendente de relações com empresas da Bovespa. A Eternit tem hoje 1,3 mil acionistas, dos quais mais da metade comprou ações nos últimos anos, quando Brasilit e Amindus, dois acionistas estrangeiros, venderam suas participações por não acreditar em negócios que envolvam o uso do amianto – fibra suspeita de ter causado lesões pulmonares no passado a pessoas que estiveram rotineiramente em contato com o material.


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