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A maior das guerras

, A maior das guerras, Capital AbertoEm 12 de novembro de 1864, o governo paraguaio apreendeu, inesperadamente, o navio mercante brasileiro Marquês de Olinda, recém-saído do porto de Assunção. O ditador Solano Lopez declarou guerra ao Brasil e, logo em seguida, invadiu o Mato Grosso. O Paraguai se preparara para o conflito. Sua população era de meros 800 mil habitantes, dos quais 10% já estavam alistados no exército naquele mês de novembro. A artilharia paraguaia contava com 20 mil homens e 350 canhões.

O Brasil estava debilitado, tanto econômica como militarmente. Apenas dois meses antes havia eclodido, no Rio de Janeiro, o maior craque financeiro do Império: a chamada “Crise do Souto”, em que faliram mais de 100 casas bancárias e comerciais. Apesar de aproximadamente cinco milhões de habitantes, nossas forças terrestres tinham apenas cerca de 12 mil homens.

A reação nacional à guerra, entretanto, foi instantânea e uníssona. O País inteiro tomou-se de vibrante sentimento patriótico. A imprensa reverberava o sentimento da população. Por todos os lados surgiam manifestações de engajamento no esforço de guerra, e uma delas veio dos membros da Bolsa do Rio. Três meses depois, em fevereiro de 1865, uma assembleia dos corretores criou um fundo que captava recursos para beneficiar viúvas, órfãos e inválidos criados pela guerra. Com a intensa mobilização, ao longo do conflito, as tropas brasileiras chegaram a somar 140 mil homens.

Os estragos da conflagração na economia foram imensos. A dívida interna representada por títulos públicos, negociados no mercado, saltou 300% nos cinco anos em que perduraram as hostilidades. O volume cresceu de 80 mil contos de réis, em 1864, para 234 mil em 1869. O custo total da guerra para o Império atingiu 614 mil contos de réis, enquanto que, em 1864, todas as despesas orçamentárias somavam 57 mil. Assinada a paz, em 1872, o Paraguai assumiu o compromisso de indenizar o Brasil em 460 mil contos de réis. A dívida nunca foi paga e, finalmente, perdoada pelo governo de Getúlio Vargas, nos anos 1940.

Em décadas recentes têm surgido interpretações enviesadas, politicamente corretas, de que a Guerra do Paraguai foi um massacre contra o povo daquele país. Os fatos fundamentais são: o Brasil foi brutalmente agredido, reagiu à altura, sofreu enormes prejuízos e, estima-se, perdeu 50 mil de seus filhos pela insanidade de um ditador.


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