Depois da extravagância

No auge da euforia com o Brasil, decisões parecem ter sido tomadas como se não houvesse amanhã. Cálculos de risco e retorno ficaram esquecidos nas planilhas de excel para dar lugar às verdades em que todos queriam acreditar. Nesta edição, duas reportagens capturam os estragos provocados por esse …

Bimestral/Editorial/Edição 152 / 1 de novembro de 2016
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No auge da euforia com o Brasil, decisões parecem ter sido tomadas como se não houvesse amanhã. Cálculos de risco e retorno ficaram esquecidos nas planilhas de excel para dar lugar às verdades em que todos queriam acreditar. Nesta edição, duas reportagens capturam os estragos provocados por esse furacão de otimismo. Uma delas explora os erros colossais cometidos por prestigiados gestores de private equity e os problemas decorrentes de suas apostas malfeitas. Frente às dificuldades para conclusão de novas captações, eles sabem que reconquistar a confiança dos donos do dinheiro não será fácil.

As saídas encontradas para correção dos erros são uma oportunidade de se fazer a escolha certa, mas nem sempre isso acontece. Em reportagem sobre a empresa de cabotagem Log-In, Rodrigo Petry apresenta a duvidosa fórmula da capitalização engendrada como tentativa de salvação da companhia — outrora avaliada na casa do bilhão e hoje reconhecida por menos de 10% dessa cifra. No centro do enredo escrito pelos principais sócios, uma emissão de debêntures promissora para o equilíbrio das contas, mas desenhada nas bordas do estatuto social de modo a afastar a obrigação de uma oferta pública de compra de ações.

Enquanto os herdeiros da exuberância tentam arrumar a casa, os chineses aproveitam o ensejo para arrematar ativos a preços convidativos. Nas mesas de negociações, exibem uma postura agressiva e otimista, em contraste com seus desanimados concorrentes americanos e europeus. Atentos ao potencial de longo prazo do Brasil, querem ter nossas empresas como fornecedoras de commodities e usá-las para a China agigantar-se no plano global. A hora é boa.

Em meio aos rearranjos provocados pela crise, modelos de negócio inovadores rompem as zonas de conforto das empresas e propõem combinações inesperadas. Em reportagem elaborada com base nos Grupos de Discussão CAPITAL ABERTO, Mitchel Diniz conta como empresas tradicionais estão se unindo às disruptivas para compreender a últimas tendências e preservar os próprios espaços no mercado. O desapego aos padrões parece ser requisito fundamental para quem quer vencer a recessão e reagir rápido aos novos problemas.


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