Como atrair um investidor

Além de boas ideias, empreendedores devem apresentar estrutura de gestão eficiente e soluções de desinvestimento

Bimestral/Private Equity/Edição 78 / 1 de fevereiro de 2010
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Ao longo desta série de artigos, abordamos os mais diversos aspectos do private equity no Brasil. Como forma de encerrar esse ciclo, acreditamos que seria interessante uma breve análise de determinadas práticas que podem ser úteis aos empreendedores na busca por recursos, tomando-se por base alguns dos temas já tratados aqui anteriormente.

Os fundos de private equity procuram investir em empresas com grande potencial de crescimento e, desse modo, obter retorno financeiro acima da média de mercado. Para isso, contudo, estão dispostos a assumir determinados riscos. Assim, há alguns elementos que atraem para essas empresas o capital desses fundos, tais como boas ideias, transparência, estrutura de gestão eficiente e possibilidades de saída.

As ideias inovadoras são os fatores que inicialmente despertam o interesse dos fundos em investir. Porém, ao empreendedor, cabe a tarefa de apresentá-las de forma clara, consistente e precisa, devendo identificar, dentre as atividades que desenvolve, quais de fato poderiam trazer perspectivas de rentabilidade interessantes ao investidor.

O empreendedor deve também ter cuidado redobrado com a transparência, já que os fundos atuam criteriosamente na análise das empresas em que desejam investir. Isso para que possam conhecer, avaliar e reduzir os riscos envolvidos no negócio. Como já apresentado nesta série, uma estratégia adequada seria realizar uma auditoria preventiva. Por meio dela, o investidor obtém o maior número possível de informações sobre o negócio e, ainda, sobre procedimentos e contingências que podem ser corrigidos e sanados ao longo do tempo. Para o sucesso desse trabalho, é necessário ter transparência, organização e profissionalismo.

Além disso, é fundamental a companhia possuir uma boa estrutura de gestão, buscando constantemente aprimorar seus níveis de governança corporativa. Em alguns casos, os fundos detêm o direito a assentos nos conselhos de administração das empresas em que investem, podendo influenciar no seu processo decisório. A adoção de uma boa gestão requer não apenas eventuais alterações estruturais (reformulação do conselho de administração, criação de conselho fiscal, etc.), mas também a implementação de uma dinâmica de planejamento das atividades da companhia pelos seus respectivos órgãos, bem como de uma rotina objetiva de comunicação entre administradores e investidores.
O aprimoramento da estrutura de gestão irá contribuir para o amadurecimento institucional da empresa e, ainda, servir de mecanismo para que o fundo possa preservar o capital investido.

Outro fator a se considerar é como garantir formas de saída ao fundo. Para tanto, o empreendedor poderia, de antemão, apresentar soluções aos potenciais investidores, como, por exemplo, a negociação de cláusulas de acordos de acionistas que prevejam hipóteses de exercício de opções de venda e compra de ações; mapeamento do mercado para identificação de potenciais investidores estratégicos para uma futura venda diante da maturação do negócio; e compromisso em preparar a empresa para a abertura de capital.

Apesar de ser um processo trabalhoso, que normalmente exige da companhia, de seus administradores e funcionários inúmeras horas de trabalho, o financiamento via private equity tem se mostrado uma alternativa atraente. Há, inclusive, iniciativas do governo brasileiro para estimular essa atividade ao buscar meios de facilitar o acesso a capitais por pequenos e médios empreendedores no Brasil. Um exemplo disso é a criação da área de “capital empreendedor” do BNDES, cujo foco é o apoio, pelo banco, a pequenas e médias empresas.


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Tags:  investimentos gestão de recursos Private equity e venture capital Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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