A era da diversificação

Especial / Edições / Relações com Investidores / Temas / Reportagem / 1 de setembro de 2009
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A redução da taxa básica de juros (Selic) para patamares abaixo de dois dígitos acendeu uma discussão importante sobre o papel dos fundos de investimento no Brasil. Apesar de tão almejada, essa mudança já começa a impactar uma cultura de investimentos em que a acumulação de riqueza conseguia ser sustentada com base nos rendimentos gerados pelos juros altos.

Em apenas sete meses, pressionado pela crise financeira mundial que eclodiu em 2008, o Banco Central derrubou a meta anual da Selic em cinco pontos percentuais, alcançando históricos 8,75% em julho de 2009. Apesar de ainda ser considerada uma taxa alta, a realidade da indústria financeira no Brasil começa a se parecer com a dos países desenvolvidos: a partir de agora, para ganhar dinheiro com aplicações financeiras, será preciso selecionar com mais cuidado os investimentos e migrar pelo menos parte deles para ativos de maior risco.

A mudança de cenário impulsionada pela crise atinge todas as pontas da cadeia. Os investidores brasileiros terão de aprender a lidar com a volatilidade e a ter maior conhecimento sobre investimentos. Os bancos, as gestoras e corretoras terão de aprimorar a qualidade da orientação financeira aos seus clientes, adequando as indicações de investimento ao perfil de risco de cada investidor. E os ajustes já começaram. Diversos gestores de fundos anunciaram redução da aplicação mínima em suas carteiras de renda fixa e fundos DI; outros, promoveram mudanças nos prazos de carência para os produtos mais arrojados.

As taxas de administração, que tinham importância menor em períodos de juros altos, também passaram a requerer atenção dobrada no caso dos fundos mais conservadores: para se manterem competitivas, instituições financeiras que ainda cobram altas taxas para fundos de renda fixa e DI precisarão rever seus posicionamentos.

Nesse contexto de juros baixos, a tendência é que os olhos dos investidores se voltem para os fundos de renda variável, como os fundos de ações e multimercados, assunto que vamos detalhar neste guia. Afinal, quem quiser obter uma rentabilidade maior em suas economias, terá de aplicar parte dos seus recursos em produtos que oferecem maior risco.
Não espere aqui orientações sobre quais são os melhores fundos disponíveis no mercado ou qual é a carteira recomendada. Nosso objetivo é orientá-lo para que você tenha condições de tomar suas próprias decisões e, de acordo com seu perfil, identificar quais são os produtos que melhor se encaixam nos seus projetos de vida.



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