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Small Caps afundam na bolsa pressionadas por juros altos
Até o fechamento de 7 de junho, o Índice apresenta uma queda de quase 16%, impactado, principalmente, pelo cenário macro local
small caps, Small Caps afundam na bolsa pressionadas por juros altos, Capital Aberto

A volatilidade nos mercados em 2024 não reflete apenas no Ibovespa, mas também em praticamente todos os índices da B3, em virtude de um cenário interno conturbado, com muitas idas e vindas do governo no âmbito fiscal, além da macroeconomia global, que acaba trazendo ainda mais perturbação.

O índice que sofre mais num ambiente como esse é o Small Cap, que diferentemente das empresas de grande capitalização, conhecidas como large caps, são ativos mais arriscados pela representatividade das empresas, que tendem a sofrer com os juros altos, uma vez que são muito sensíveis a qualquer tipo de evento.


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É verdade, entretanto, que em alguns meses de 2023 o Índice Small Cap chegou a ter um desempenho robusto. Porém, a persistente volatilidade, que vigora desde o início do ciclo de alta de juros no Brasil, em 2022, tem sido uma característica negativa marcante nos últimos tempos.

Um levantamento elaborado pelo TradeMap mostra que a sangria em 2024 permanece e deve continuar assim. Até o fechamento do dia 7 de junho, o Índice Small Cap apresenta uma queda de quase 16%, sendo que o Ibovespa tem uma baixa de 10%.

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Entre as cinco maiores baixas do índice, o grande destaque é o setor de saúde, com a CM Hospitalar e a Dasa, que caem 82,56% e 59,46%, respectivamente, refletindo, além das questões macroeconômicas, a inflação no setor de saúde que tem pesado muito sobre os custos das companhias.

“A queda mais expressiva das ações de Small Caps é normal porque elas têm uma volatilidade maior que as ações do Ibovespa. Não há nenhum tipo de surpresa neste cenário. (Juros) afeta todas as ações como um todo. As Small Caps como são mais voláteis acabam caindo mais”, explica o CEO da VG Research, Vicente Guimarães.

Na visão do analista da Nova Futura Investimentos, Hayson Silva, como as empresas que compõem o índice são de menor capitalização acabam precisando mais de capital de giro para investir e girar o negócio. “Houve uma piora este ano dado o cenário externo, saída do fluxo de capital por conta da economia americana, o que acabou penalizando os mercados emergentes. Por consequência, os papéis mais sensíveis sofrem mais.”  

Apesar disso, o analista da Nova Futura diz que tem observado que muitas das empresas do índice estão bem abaixo do valor patrimonial. Segundo ele, como o mercado sempre exagera na precificação do ativo, a corretora avalia até começar uma carteira exclusiva de Small Caps.

Questionado o porquê entre as cinco maiores queda estão duas empresas do setor de saúde, Silva explicou que as companhias estão muito pressionadas pela inflação e não estão conseguindo fazer o repasse de preço aos clientes.

O lado azul das Small Caps

Já as maiores altas do Índice Small Cap estão divididas entre as companhias dos mais variados tipos, com destaque para a ClearSale e Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que sobem 141,87% e 40,39% este ano, nesta ordem, impactadas pelo ciclo positivo dos respectivos setores.

“A CBA está ligada ao movimento da commodity, pegando carona na escassez global do cobre. Alguns estudos apontam a volta da demanda que vinha sofrendo bastante”, diz Silva.

Embora a Irani e a Profarma não estejam entre as maiores altas do índice Smalls Caps em 2024, conforme a tabela abaixo elaborada pelo TradeMap, a pedido da Capital Aberto, o CEO da VG Research vê esses dois ativos com uma perspectiva futura excelente.

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Guimarães acredita que ambas têm potencial de valorização e pagamento de dividendos. “A Irani está pagando bons dividendos, está em processo de crescimento e no último ano teve uma queda de mais de 30%. Nesse preço (R$ 8,30) vai pagar um excelente dividend yield. Já a Profarma vem há algum tempo no processo de turnaround, mas já passou. É uma Small Cap que o pessoal está deixando de lado, não está olhando muito, mas está crescendo bastante em receita, lucro e desempenho.”

Como estão as carteiras Small Caps

Investir em Small Caps pode oferecer oportunidades de crescimento, porém é crucial reconhecer e gerenciar os riscos associados a empresas menores. Como a volatilidade tem sido exacerbada e a dificuldade de alocação dos recursos têm sido cada vez mais desafiador, as casas de análises têm feito muitas mudanças nas carteiras Small Caps mês a mês.

A XP, por exemplo, fez uma mudança na carteira de junho, removendo C&A e adicionando Boa Safra. Na avaliação da corretora, a empresa de moda tem sido afetada pelo cenário climático mais quente, o que tem prejudicado o desempenho. Por outro lado, a empresa do agronegócio tem apresentado uma combinação atrativa de perspectivas robustas de crescimento com um valuation atrativo, sendo negociada a 8,9x e 7,8x o preço lucro (P/L) em 2024 e 2025, respectivamente.

Para o mês corrente, o top dez da carteira da instituição é composto por: 3R Petroleum, Ânima, Boa Safra, BR Partners, Copasa, Cury, Iguatemi, Marcopolo, Randoncorp e Vamos.

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O BTG Pactual, por sua vez, tirou o Inter e a Cruzeiro do Sul. No lugar, entrou Smart Fit e Locaweb, acreditando que ambas podem ampliar as margens. Agora, a carteira está composta por: Santos Brasil, São Martinho, Marcopolo, Iguatemi, Vivara, Locaweb, Desktop, BR Partners, Smart Fit e Tenda.

Dentre os bancos e as corretoras consultadas, a Guide Investimentos foi a que mais mexeu na carteira para junho. No mês corrente, a casa substituiu Marcopolo, 3R e SLC Agrícola por Vamos, Enauta e Grupo Mateus.

A Guide disse que a troca aconteceu, basicamente, em função da perspectiva de melhora em detrimento as que saíram e pelo desconto na ação em relação à outra, como é o caso da Enauta. Com isso, a carteira de junho é composta por: Banco Pan, Camil, EcoRodovias, Enauta, Grupo Mateus, Iguatemi, Intelbras, Odontoprev, Plano&Plano e Vamos.


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