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Privatização da Sabesp atrai fundos e grupos do setor
Segundo estimativa do Bradesco BBI, o montante a ser pago pela concessionária deve ser de R$ 15 bilhões
Sabesp, Privatização da Sabesp atrai fundos e grupos do setor, Capital Aberto

A tão esperada privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), palanque de campanha do governador Tarcísio de Freitas, está próxima de acontecer, já que a consulta pública foi encerrada no mês passado. Com isso, a expectativa do mercado é para saber quem são os interessados e quem tem força para fazer um desembolso grandioso.

Segundo estimativa do Bradesco BBI, o valor a ser pago pela concessionária deve ser de R$ 15 bilhões.

O modelo de privatização prevê a redução da participação do Estado em até 30%, limite aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo. O governo paulista possui 50,3% das ações da Sabesp, enquanto os outros 37,6% estão pulverizados na B3, e 12,1% estão negociados na Bolsa de Nova York.


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De acordo com analistas consultados pela Capital Aberto, o leilão deve atrair empresas do setor, além de fundos de private equity. A Sabesp tem na sua concessão o grande chamariz, já que está basicamente concentrada no estado de São Paulo, maior centro consumidor do país. A empresa atende quase 60 milhões de pessoas, sendo 28,4 milhões com água, e 25,2 milhões com coleta de esgotos.

Para o chefe de análise de ações da Órama, Phil Soares, a companhia é referência no setor de saneamento brasileiro. “A percepção do mercado é que ainda tem bastante coisa para ser feita em termos de eficiência”. Ele acrescenta que a capitalização obtida com a privatização permitirá uma expansão mais acelerada da rede.

A venda da Sabesp será similar à da Eletrobras, com o governo vendendo parte de suas ações. No entanto, o modelo idealizado por Tarcísio de Freitas estabelece a ideia de um acionista de referência.

“A diferença principal entre as duas é que, no caso da Sabesp, o governador de SP está buscando um ou mais sócios estratégicos, que já sejam do negócio, que tenham interesse em trazer expertise e um alinhamento de interesse da iniciativa privada”, afirma Soares.

Sobre os potenciais compradores da Sabesp, o chefe de análise de ações da Órama diz que a Equatorial está sondanda a operação, assim como a Votorantim e o Pátria. “Esse é um ponto muito positivo, porque com o pleito de ação do setor, você vai ter novas ideias, novas tecnologias que podem ser trazidas para a companhia”.

Além dos players já conhecidos no cenário nacional, Soares aponta que há estrangeiros no páreo. “Estamos falando do GIC, fundo de Singapura, que pode ser um player relevante, é um investidor clássico de infraestrutura no Brasil”, explica.

Ainda sobre potenciais interessados, o diretor da Fitch Ratings e especialista no setor de saneamento, Gustavo Mueller, ressaltou que há rumores sobre diversos grupos. “Dos principais clientes privados atuantes no setor, estamos falando do Grupo Águas do Brasil, BRK Ambiental, Iguá Saneamento e Aegea, que possuem um balanço razoavelmente endividado. Será preciso um desenho para trazer dinheiro novo, ou um parceiro”.

Do lado positivo, essas empresas já conhecem o setor e sabem como operar saneamento no Brasil, o que mitiga potenciais riscos de performance. Por outro lado, empresas como Votorantim, Cosan e Veolia, especuladas para o certame, Mueller alerta que elas precisarão de uma curva de aprendizado no setor de saneamento.

As possíveis interessadas

Entre as interessadas, estão Equatorial e Cosan, além de gestoras como a Yvy Capital, do ex-ministro Paulo Guedes, e da Aegea Saneamento.

Outras possíveis interessadas, procuradas pela Capital Aberto, não quiseram se manifestar sobre o tema. A Vinci Partners, uma das maiores gestoras de private equity, afirmou que “não está comentando”.

A Equatorial, por sua vez, disse que “o Grupo Equatorial Energia não comenta sobre possibilidades específicas de negócios ou aquisições”, assim como a Cosan, que não comentará sobre a privatização. Até a publicação desta matéria, a Capital Aberto não conseguiu contato com Veolia e a YvY Capital.

Reajuste de tarifa ajuda nas ações

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) aprovou um reajuste tarifário da estatal de saneamento paulista de 6,44%, acima da inflação, fator considerado positivo para a desestatização da companhia, uma vez que valoriza ainda mais suas ações.

Na terça-feira (9), dia do anúncio ao mercado, o ativo encerrou em alta de 0,33%, a R$ 84,78. Tal elevação fez a Sabesp atingir o seu maior valor de mercado, alcançando R$ 58,07 bilhões.

Sabesp, Privatização da Sabesp atrai fundos e grupos do setor, Capital Aberto

“O reajuste é positivo para as ações, já que foi um reajuste justo e não tivemos interferências do Estado nos cálculos. Foram cumpridas as demandas da companhia, saiu dentro do esperado, o que é bom, ainda mais nesse momento específico de privatização”, diz o analista da Quantzed, Leonardo Piovesan.

Apesar da sequência de alta ao longo deste ano, Soares ressalta que a Órama tem recomendação de compra para o ativo, já que a Sabesp tem espaço para uma melhora operacional.


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